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28/07/2009 - Agência Pará de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos em Manaus líderes da quadrilha do golpe do carro fantasma

Por: Walrimar Santos


A Polícia Civil do Pará prendeu os líderes de uma quadrilha interestadual de golpistas virtuais que agia em, pelo menos, sete Estados brasileiros. As prisões de três acusados dos crimes foi realizada em Manaus (AM), na segunda-feira (27). Outros dois homens foram presos no bairro da Sacramenta e Conjunto Maguari, em Belém. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (28), pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), responsável pelas investigações. As prisões contaram com apoio da Polícia Civil do Amazonas.

Em poder dos presos, quatro computadores portáteis, tipo "notebooks"; modens para acesso à internet, entre outros documentos fraudados, foram apreendidos. As prisões atendem aos mandados de prisão e de busca e apreensão emitidos pela Justiça do Pará. De acordo com a delegada Beatriz, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), da DRCO, responsável pela operação "Cegonha", que desbaratou parte da quadrilha, mais de 100 pessoas já foram vítimas do golpe da venda de carros fantasmas.

Apenas no Rio Grande do Norte, 20 pessoas foram lesadas. No Pará, há informações de 10 vítimas do bando. Os criminosos abriram uma página na internet, com o endereço virtual www.empresasfinavel.com.br, para oferecer vendas de carros novos e usados. Um detalhe chama atenção no site. Não há qualquer telefone de contato nem endereço das supostas representantes da empresa no país.

Apenas o e-mail empresasfinavel@hotmail.com como forma de contato. Um dos presos em Belém era responsável em pagar os anúncios em classificados de jornais impressos para divulgar a venda pela internet. Os interessados, ao entrar no site, eram surpreendidos com ofertas de carros com parcelas bem abaixo do mercado. Dessa forma, entravam em contato, via e-mail, com os responsáveis pelo site.

No decorrer da negociação de compra, as pessoas eram induzidas a depositar em conta corrente o valor da primeira parcela pela compra do veículo, a título de entrada. Ao passar os dias, recebiam um suposto contrato de compra com registro em cartório, como comprovante da negociação.

No momento em que os compradores procuravam a sede da empresa ou tentavam entrar em contato por telefone acabavam por descobrir que tudo não passou de um golpe. Uma das vítimas chegou a pagar de entrada, na compra de um carro novo, modelo Crossfox, o valor de R$ 2,8 mil. O restante do valor do veículo seria pago em parcelas de R$ 380. O valor era debitado em contas correntes em nome de "laranjas", ou seja, pessoas que emprestam contas bancárias, de boa ou má-fé, para cometimento de crimes.

Segundo a delegada, existem informações de vítimas nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A empresa Finavel usava registro de pessoa jurídica (CNPJ) roubado de outra empresa legalizada. Os criminosos usaram, pelo menos, 14 contas bancárias diferentes.O bando contaria com pessoas em grupos de apoio às ações criminosas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Nos últimos cinco anos, os golpistas teriam faturado por semana em torno de R$ 20 mil.

Um dos líderes da quadrilha, preso durante a operação em Manaus, é o mineiro Júlio César Rodrigues, que também usava o nome de Antonio Demétrio Andrade. Os documentos de identidade são do Estado de Goiás, em que ele aparece com nome diferente. Os outros presos, apresentados à imprensa pela manhã, são Cláudio Vargas Santos, conhecido por Jedson, também mineiro, o amazonense Washington Viana e o paraense Sílvio Sousa.

No total, 23 ordens judiciais foram emitidas pela Justiça. O delegado João Bosco, diretor da DRCO, alerta às pessoas interessadas em fazer compras pela internet que, antes de fechar qualquer negócio, procurem saber se a empresa, de fato, existe. As buscas aos outros envolvidos no golpe virtual continuam e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. Os presos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato e falsificação de documentos.

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