Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

27/07/2009 - Económico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Como não ser apanhado em fraudes financeiras

Por: Rui Barroso

Em tempo de crise, crescem as ameaças e aumentam as fraudes com produtos financeiros. Aprenda a “ler os sinais” e saiba como se proteger.

"O povo é bom conselheiro, portanto há que desconfiar quando a esmola é grande". É o primeiro conselho dado por uma fonte da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária para evitar cair em fraudes financeiras. Nos últimos tempos, as burlas têm-se agravado. Nos EUA assistiu-se à maior fraude de sempre da história, estimada em 65 mil milhões de dólares com o escândalo Madoff. Já esta semana, o FBI deteve mais seis suspeitos de estarem envolvidos numa fraude de 140 milhões. Os casos de crimes financeiros conhecidos durante a crise são inúmeros. E Portugal não foge à regra. "A crise acarreta um aumento da criminalidade. Há indivíduos cujo objectivo é fazerem o máximo dinheiro possível e, alguns dos que são apanhados a cometer fraudes, já têm registo de outro tipo de crimes", explica um elemento da PJ. Por outro lado, tanto as autoridades policiais como a Deco reconhecem que há fraudes cada vez mais bem construídas e difíceis de detectar. "São inteligentes e utilizam mil e um expedientes e emergem com a crise", referiu um responsável da UNCC

Na semana passada foi noticiada a existência de uma fraude de uma empresa fictícia que prometia retornos elevados através do investimento no mercado de divisas, a Forex LCC. Estima-se que mais de 200 portugueses tenham entrado neste pretenso investimento e aplicado cerca de 100 milhões de euros. De acordo com fonte da Deco Proteste, este caso já havia sido denunciado em 2008 e havia várias razões para desconfiar. A retirar "qualquer credibilidade a estas propostas é a própria rentabilidade prometida, que rapidamente conduz a valores absurdos devido ao aumento exponencial. Com rendimentos compostos que, nalguns casos, chegam a 20% ao mês, a rentabilidade anual chegaria aos 892%. O capital cresceria tão depressa que rapidamente chegaríamos a valores absurdos (poderia ter um montante superior ao PIB nacional em menos de dez anos, partindo de apenas mil euros, por exemplo)", referiu a Deco. Desde 2007, a associação detectou cinco casos de fraudes deste tipo.

COMPARAR A OFERTA COM AS TAXAS PRATICADAS PELOS BANCOS

De acordo com fonte da PJ "a banca não está a pagar juros muito elevados e deve-se desconfiar quando alguém oferece muito. Se no banco consigo uma taxa de 2% ou 3% e alguém me vem dizer que me oferece muito mais que isso tenho de me informar melhor". Por outro lado, mesmo que na base de uma promessa de rentabilidades elevadas não esteja uma fraude "deve-se ter em conta que o risco é maior. É como o raciocínio das apostas, quanto mais risco, maior a expectativa de retorno mas menor a probabilidade de acontecer".

Para além de desconfiar quando a "esmola" oferecida é elevada, antes de aplicarem o seu dinheiro, os aforradores devem verificar se as entidades que prestam os serviços financeiros estão a operar com autorização das autoridades de supervisão. Para tal, basta consultar os sites da CMVM e do Banco de Portugal. No caso do regulador financeiro, os investidores podem encontrar no separador "sistema de difusão da informação" as entidades que não têm autorização para prestarem intermediação financeira. Desde o início do ano, o regulador nacional já divulgou mais de cem alertas detectados por outros órgão de supervisão europeus. Também no site do Banco de Portugal é possível consultar entidades que não têm autorização para prestar serviços financeiros.

No caso da fraude do Forex LCC os reguladores fizeram um comunicado a recordar que a entidade não tinha licença para operar e que, neste tipo de casos, os lesados não serão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos ou pelo Sistema de Indemnização aos Investidores.

É que nos casos de se ser apanhado numa fraude as perspectivas de recuperar o dinheiro aplicado podem não ser muito famosas. "É diferente um BPP de uma entidade desconhecida, na medida em que determinadas entidades ou indivíduos não têm activos para satisfazer as necessidades dos lesados. Mas todos os autores de fraudes têm o cuidado de se precaver antes de se iniciar a investigação criminal. O mais vulgar põe o carro em nome da mulher, o mais sofisticado usa offshores", remata um dos responsáveis pela UNCC da PJ.

O QUE FAZER QUANDO SE SUSPEITA OU SE É APANHADO POR UMA FRAUDE FINANCEIRA ?

Denunciar aos supervisores

No caso de suspeitar de determinada operação financeira, pode-se preencher um formulário online no site da CMVM. Apesar da identificação do autor da denúncia não ser obrigatória, o regulador dá prioridade aos formulários onde surge identificação.

Por outro lado, na situação em que o investidor acredita estar a ser envolvido numa fraude financeira , o regulador disponibiliza no seu site os procedimentos a seguir. Para além disso, pode-se sempre contactar instituições como o Banco de Portugal, o Instituto de Seguros de Portugal, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária ou o Ministério Público.

Contactar as autoridades policiais

Se tiver sido apanhado por uma fraude financeira , há dois aspectos que deve ter em conta: a rapidez e a preservação de toda a documentação trocada com a entidade em causa. Um elemento da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ aconselha os lesados a "contactarem as autoridades com a maior urgência. Quanto mais cedo melhor". Para além disso, e com vista à identificação e localização dos autores da burla, a mesma fonte alerta as vítimas para que "preservem todos os elementos que trazem a informação: contratos celebrados, garantias bancárias, mensagens de correio electrónico".

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 354 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal