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24/07/2009 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bando comprava postos com clonagem de cartão

Por: Bruno Tavares


Onze postos de combustíveis da capital e Grande São Paulo foram alvo ontem da Operação Metamorfose - missão integrada entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria Estadual da Fazenda que investiga lavagem de dinheiro. A suspeita é de que os postos tenham sido adquiridos por "laranjas" de uma quadrilha especializada em clonar cartões em caixas eletrônicos. A blitz também esteve em nove escritórios de contabilidade e de dois ex-sócios das empresas investigadas.

Os 80 agentes fiscais escalados para a operação apreenderam documentos, computadores, livros-caixa e amostras dos combustíveis vendidos. Os gerentes dos postos também foram intimados a apresentar papéis que comprovem capacidade financeira para administrar o negócio. "Nosso foco era ajudar o MPE a obter provas da lavagem de dinheiro, mas também verificaremos se os postos sonegaram impostos", disse o diretor da Fazenda, Sydney Sanches.

A investigação comandada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartéis e à Lavagem de Dinheiro (Gedec), do MPE, começou em 2007. Depois de sacar dinheiro das vítimas utilizando cartões clonados pelo dispositivo conhecido como "chupa cabra" (aparelho que copia dados dos clientes), criminosos depositavam os valores em contas correntes abertas em nome de "laranjas". A quadrilha é formada por 40 pessoas e tem ramificações em outros Estados das Regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Os postos de combustíveis eram comprados para tentar mascarar a origem ilícita dos recursos. "Queremos não só puni-los com prisão, mas também deixá-los pobres", destacou o promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do Gedec, especializado em crimes financeiros. Além da lavagem de dinheiro, o MPE diz já ter reunido inúmeros indícios de fraude nos combustíveis vendidos. Num dos postos investigados pela força-tarefa, o relógio que controla o consumo do gás GNV havia sido adulterado. O prejudicado, nesse caso, eram as fornecedoras, que recebiam remuneração muito inferior ao volume de gás utilizado pelos postos.

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