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24/07/2009 - Brasília em Tempo Real Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas tentam vender imóveis


O ambicioso programa habitacional do governo federal, que pretende construir um milhão de moradias, desperta a ganância dos golpistas. Eles continuam a se aproveitar da ingenuidade de pessoas que sonham com a casa própria.

O primeiro empreendimento lançado oficialmente no Distrito Federal sob a bandeira do Minha Casa, Minha Vida já é alvo de ações de grilagem. O Correio conversou com uma moradora do Guará a quem foi oferecida a chance de comprar um apartamento em condomínio financiado pela Caixa Econômica Federal em Santa Maria.

Durante a negociação, ela chegou a visitar o local e só foi atrás de mais informações ao saber que teria de pagar um sinal de R$ 5 mil. De olho nos golpes, a Polícia Civil já investiga as associações que cobram por uma fictícia inscrição no programa. Agentes estiveram ontem no Ministério das Cidades em busca de pistas.

Um novo bairro, com 5,1 mil unidades, entre apartamentos e casas, está nascendo em Santa Maria. O empreendimento é construído por uma empresa mineira e os imóveis serão financiados pela Caixa, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Virgínia (nome fictício) escutou essa parte da história — verdadeira — de um homem ligado a associações habitacionais no Guará. “Mas ele disse que poderia conseguir um apartamento para mim. Só mais tarde vi que era um golpe”, conta ela, impressionada com as denúncias divulgadas pelo Correio desde quarta-feira.

A abordagem ocorreu há um mês. Virgínia ficou empolgada de início, mas desconfiou. “Cheguei até a ir ao local para conhecer. Vi as máquinas e os homens trabalhando e tudo”, lembra. Na visita, a mulher anotou o telefone da Direcional Engenharia, que estava estampado em um outdoor.

Sorte dela. “Ele (o golpista) foi bem convincente, mas tinha pedido R$ 5 mil como entrada, um sinal”, relata. “Eu e meu marido resolvemos ligar para a construtora e descobrimos que ninguém estava autorizado a oferecer os apartamentos.”

O sonho da casa própria, agora, terá de esperar, mas o alívio de não ter perdido dinheiro compensa a desilusão. “Infelizmente existem pessoas que caem nesse golpe”, lamenta ela, que quis contar a história para atrapalhar ações dos grileiros.

Esse e os outros golpes relacionados ao programa Minha Casa, Minha Vida se tornaram alvo de uma investigação da Delegacia de Defraudação e Falsificação (DEF). A unidade está identificando onde ocorreram irregularidades.

Para isso, usa informações de denúncias feitas à polícia, publicadas pelo Correio ou enviadas à coordenação do programa, no próprio ministério.

“Estamos fazendo um levantamento de vítimas e de associações que não funcionam pelo bem dos associados. Ainda não sabemos que crimes vamos encontrar, mas a principal suspeita é de estelionato”, explica o delegado-chefe da DEF, Márcio Salgado, que evita dar detalhes da investigação.

“Mas quero destacar que é muito importante que quem foi lesado ou tem desconfianças entre em contato com a polícia”, avisa.

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