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18/07/2009 - Capital News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Procuradoria vai investigar Artuzi e Kaiatt no esquema de fraudes

Por: Alessandro Perin


A Procuradoria Geral da união vai investigar a suspeita de envolvimento do prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), e do de Ponta Porã, Flávio Kayatt (PSDB), no esquema fraudulento de licitações e corrupção revelado durante a Operação Oeari da Polícia Federal, realizada este mês. De acordo com reportagem do jornal Correio do Estado, o delegado federal Braulio Gallone encaminhou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) documentos que podem incriminar os dois prefeitos do Estado.

O TJ-MS já repassou as informações para a PGJ, que terá que analisar os dados para verificar a participação deles no esquema. Caso seja comprovado, os dois prefeitos também serão denunciados, assim como as outras pessoas envolvidas e que foram presas pela Polícia Federal. Gravações telefônicas feitas pela PF co autorização da Justiça mostram que, além de assessores e secretários de Artuzi, ele próprio mantinha algum tipo de relação com a família Uemura, um dos principais alvos da investigação policial.

Conversas amigáveis também foram gravadas pela PF entre o empresário Sizuo Uemura, chefe do clã, e o prefeito de Ponta Porã. As mesmas informações fornecidas ao TJ-MS também serão encaminhadas ao procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Miguel Vieira. Ambos os prefeitos tem foro privilegiado e só podem ser investigados com autorização do TJ-MS, motivo pelo qual o inquérito foi desmembrado.

Operação

O grupo de 42 pessoas foi preso na Operação "Owari", que apura denúncias de desvio de verbas públicas, corrupção, formação de quadrilha e agiotagem. A PF apurou um esquema fraudulento de licitações, principalmente as que envolvem serviços de saúde e funerários. Entre os presos estão o vice-prefeito e secretário de Serviços Urbanos de Dourados, Carlinhos Cantor, os secretários municipais de Governo de Dourados, Darci Caldo, de Obras, Carlos Ióris, e de Saúde, Sandro Barbara, dois assessores especiais do prefeito de Dourados, Jorge Dauzacker e Márcia Fagundes Geromini, o ex-secretário de Fazenda de Dourados, Luiz Seiji Tada, e o filho do ex-prefeito de Dourados Laerte Tetila, o dentista André Tetila, além de empresários.

Conforme o delegado da PF, Bráulio Galloni, o bando agia há cerca de 40 anos em Dourados, Campo Grande, Ponta Porã, Naviraí, Guaíra (PR) e Umuarama (PR). Os suspeitos atuavam no suposto esquema de fraude em licitações da área de Saúde. Os prejuízos aos cofres públicos seriam de R$ 20 milhões, segundo a PF.

Ministério Público Estadual

Na semana passada, o MPE afirmou que entrará no caso para apurar as fraudes em Dourados. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MPE, deve agir daqui em diante, após finalização do inquérito da PF. A decisão teria sido tomada após novos desdobramentos.

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