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22/12/2006 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O golpe tailandês


A decisão do juiz federal José Carlos Madeira com relação ao Pólo de Confecções de Rosário recoloca, em meio a um tumulto das instituições públicas decaídas, a justiça. A verdadeira Justiça.

Uma incrível, mas real história de trapaças, roubos, mentiras; um monumental conto do vigário de mestres do crime contra um número calculado de 3.600 pessoas. Nem Ponson du Terrail ou Sidney Sheldon imaginariam: um bando constituído de mafiosos tailandeses e funcionários públicos lesando, assaltando, burlando, todos os habitantes de um município inteiro, na mais descarada fraude; uma história de corrupção que nem a máfia russa imaginou.

A decisão do juiz José Carlos Madeira já diz tudo e envergonha outras decisões jurídicas tomadas nesse Estado, por assim dizer, decisões trepadas nos paus de sebo da venalidade e imoralidade públicas: estão suspensas as dívidas e avais referentes aos empréstimos da primeira e segunda etapa do malfadado Pólo de Confecções de Rosário. Vultosos empréstimos registrados em nomes de membros de associações comunitárias. As 3.600 vítimas estão livres também de inscrições em Serasa, Cadin e SPC. Rosário não é mais uma cidade habitada por estelionatários e desonestos. Seus habitantes já podem comer, dormir e, pasmem, já podem comprar.

A descrição do fato, que é histórico por não encontrar similitude na história do crime, visto que não se tem notícia de uma cidade inteira sendo lesada no mesmo golpe, é de causar arrepios nas inteligências mais perversas e corações mais pervertidos.

Felizmente, neste episódio, estamos vendo a verdadeira cor da Justiça. Uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, cumulativa com outra de improbidade administrativa, mostrou a face dos verdadeiros desonestos. Empresas tailandesas, brasileiras, Banco do Nordeste do Brasil, todos que participaram do golpe, estão com seus bens indisponíveis, inclusive ativos financeiros.

O golpe arrebatou, em princípio, 4 milhões de reais que acrescidos de empréstimos para construção de galpões, chegaram a 11 milhões de reais. Com o adendo de que a Justiça constatou que todo o processo licitatório da empreitada foi fraudulento, o que só pode ocorrer porque o governo do estado fazia parte do golpe. Só do Banco do Nordeste do Brasil escalpelaram 24 milhões de reais.

Eis aí uma história que poderia ser contada em reinos imaginários, protagonizada por Arsène Lupin que, em sendo sócio do rei degenerado e da princesa sem pudor, conseguiria roubar uma população inteira.

Foi disso que o Maranhão se livrou. É isso que mete medo. É a simples possibilidade de tê-los por perto que pode estragar tudo. E talvez em nós já não caibam mais desilusões.

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