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18/01/2006 - Agora MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Hackers contam com a "ajuda" de internautas curiosos para fraudes bancárias


Para fraudar o sistema financeiro, os crackers (hackers do mal) se utilizam de um artifício poderoso: a curiosidade do internauta incauto. O impulso irresistível de abrir um e-mail, cujo título varia entre uma simples declaração apaixonada a uma ameaça de cancelamento do CPF, pode ser suficiente para que muito dinheiro seja "varrido" da sua conta corrente.

Usuário é o foco
"A fraude eletrônica aposta nos princípios de curiosidade, ganância e desconfiança do ser humano", explica o pesquisador Marcelo Lau, do Núcleo de Ciência Forense da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Apesar de todo o investimento das instituições bancárias, o atual foco dos fraudadores é mesmo o usuário. Então, o que precisa ser feito para não ser enganado?

Antes de tudo, é preciso deixar de acreditar que os crimes cometidos pela Internet se tratam de operações "caseiras", realizadas por adolescentes. Essas violações são realizadas com sofisticação por quadrilhas especializadas, que precisam ser tratadas com tal.

De acordo com Lau, proteger-se das investidas é o próximo passo. Ele diz que nunca se deve abrir uma mensagem remetida por desconhecidos, muito menos se houver arquivos anexados. O pesquisador também lembra que acessar sites de bancos ou de comércio eletrônico a partir de computadores estranhos, como em lan houses ou em hotéis, também é muito arriscado. "É muito comum que estas máquinas estejam infectadas por vírus", diz.

Nos casos dos e-mails que trazem links para fotos ou phishing (e-mails que imitam mensagens enviadas por bancos e outros estabelecimentos solicitando senhas e dados pessoais), a intenção do hacker é acessar o computador do internauta.

"Clicando nos links ou abrindo arquivos anexos, o usuário estará instalando em seu micro um programa chamado normalmente de Cavalo de Tróia, que permitirá aos bandidos acessos às informações digitados nesta máquina, como número de conta corrente, senhas, documentos etc.", explica Lau.

Ele destaca a importância dos programas antivírus e de firewalls. "É muito importante que o usuário não informe a sua senha para ninguém e muito menos use celular de terceiros para acessar o banco, pois os números digitados ficarão gravados".

Fraudes
Existe mais de uma forma de se tornar vítima de hackers. Muitos usuários, depois de abrirem o e-mail fraudulento, acabam se tornando presas muito fáceis. Se o que o internauta encontrar ao entrar na mensagem for um phishing, além de ter o seu computador invadido, ele "facilita" o trabalho do fraudador ao inserir informações pessoais em uma página na web.

Agora, se o usuário se defrontar com um scam, ele pode acabar baixando um arquivo com uma cópia fiel da página do seu Intenet Banking. Mais uma vez, os dados pessoais são digitados, agora em telas sobrepostas. O cracker também pode ter acesso aos dados bancários identificando as teclas digitadas ou se orientando pelas posições do click do mouse.

Depois que a conta já está sob domínio do fraudador, ele analisa a conta e pode negociá-la na Internet como moeda de troca, ou mesmo realizar transferências bancárias e pagar contas e compras.

Reação
Assim que os bancos tomam conhecimento do ocorrido, o cliente é contatado para confirmar a transação ainda sob suspeita. Se a vítima confirmar a fraude, ela precisa emitir uma Carta de Contestação.

Em seguida, o banco visita o usuário e busca mapear as técnicas utilizadas pelo fraudador. Se confirmado o desfalque, a instituição financeira providencia o ressarcimento do prejuízo.

O próximo passo é denunciar o caso para a Justiça que, depois de quebrar o sigilo para a obtenção de registros do autor, identifica o suspeito e busca, por meio da Polícia Civil ou da Polícia Federal, apreender possíveis provas e indícios. Por fim, os bancos passam a contribuir com a coleta de evidências.

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