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17/07/2009 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificam notas junto ao Banco

Alenquer: Fizeram 2,5 milhões de dólares a um KM do Banco de Portugal.

Era uma casa normal, igual a todas as outras daquela urbanização em Casais Novos, Alenquer. Pelo menos do lado de fora. No interior, no entanto, funcionava uma verdadeira tipografia. A capacidade de produção era tão grande que os dois homens detidos em flagrante anteontem pela PJ já tinham fabricado 2,5 milhões de dólares americanos. Tudo em notas de cem.

Curiosamente, a ‘fábrica’ estava situada a menos de um quilómetro das instalações do Banco de Portugal onde são produzidas as moedas de euro verdadeiras.

A operação desencadeada pela Secção Central de Investigação à Moeda Falsa, da Unidade Nacional Contra a Corrupção, surpreendeu os moradores. 'Nunca imaginei que houvesse uma ‘fábrica’ de notas aqui ao lado. Mas também não eram pessoas que viessem à rua muitas vezes. Raramente os víamos', disse ao CM uma vizinha.

Apesar de trabalharem com uma máquina ‘offset’ – conhecida por fazer muito ruído –, a dupla nunca levantou suspeitas pois a garagem onde funcionava a tipografia tinha uma divisão falsa totalmente isolada em termos acústicos. Aliás, o espaço estava tão isolado do exterior que os contrafactores precisaram de instalar cinco aparelhos de ar condicionado para manter a temperatura a níveis razoáveis.

Os dois detidos, um informático de 37 anos e o cabecilha, de 49, foram ontem presentes no Tribunal de Alenquer. Ficaram ambos em prisão preventiva por ordem do juiz de instrução criminal.

DINHEIRO PERFEITO E PRONTO A SAIR DO PAÍS

De acordo com a coordenadora da Secção Central de Investigação à Moeda Falsa da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, Patrícia Silveira, a investigação à rede agora desfeita 'decorria já há alguns meses' e um dos suspeitos – o homem de 49 anos, cuja única actividade era a contrafacção – 'já tinha sido investigado noutros processos nos últimos quatro anos, mas escapou sempre, até agora'.

A responsável admitiu ao CM que os 2,5 milhões de dólares contrafeitos 'tinham uma qualidade muito elevada, quase perfeita'. As notas eram fabricadas com recurso a 'técnicas clássicas (offset) e a tecnologia computacional [impressora laser]', um processo 'desconhecido no mercado'. O dinheiro, em maços de dez mil dólares, estava já num saco na bagageira de um carro para ser levado para o estrangeiro.

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