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14/07/2009 - Yahoo Notícias / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estratégia é o principal foco de risco para empresas no momento


O trabalho de prevenção de riscos em uma empresa nunca termina. É o que revelam administradores consultados pela KPMG em uma pesquisa sobre gerenciamento de ameaças realizada pela KPMG, e obtida com exclusividade pela Agência Estado. De acordo com o levantamento, feito com 71 conselheiros de empresas, tanto nacionais quanto estrangeiras, muitos focos de perigo foram eliminados pelas corporações, mas outras portas ainda permanecem abertas. O desafio do momento é a estratégia.

De acordo com Sidney Ito, sócio responsável pela área de Risk Advisory Services da KPMG no Brasil, o gerenciamento de risco começou na década de 1990 com foco em crédito, moeda e patrimônio, passando também pelos instrumentos financeiros. No final desse período, a globalização trouxe preocupações com questões operacionais voltadas à ampliação de clientes e de produtos concorrentes. No ano 2000, as quebras de grandes empresas, como a Enron, voltaram as atenções para o risco de compliance (cumprimento das leis), em função das fraudes. "Hoje os conselheiros estão satisfeitos com a cobertura de risco de compliance, há menos escândalos corporativos. Mas perceberam um risco emergente: o ligado à estratégia corporativa."

Segundo ele, falhas na gestão em nível estratégico podem levar a problemas como os de emissões de derivativos tóxicos, ocorridos recentemente no Brasil. Nesses casos, os planos traçados pela administração não estavam alinhados com os processos dentro da própria empresa, o que faz com que muitas vezes as diretrizes se percam e não cheguem corretamente ao destino. "Esse risco existe quando uma empresa estabelece sua estratégia de atuação, mas não possui ferramentas para verificar se está sendo posta em prática."

Dos conselheiros consultados, 29% acreditam que o risco estratégico é o mais relevante para sua empresa no momento. Em seguida, com 26%, vem o risco de mercado. O risco de cumprimento de regras tem preocupação de apenas 3% dos pesquisados.

A "falta de conversa" entre áreas da empresa pode ser amenizada, conta Ito, por meio da criação, pelo conselho de administração, de indicadores de performance e monitoramento de riscos do processo. Ainda de acordo com ele, o ideal é que todas as áreas da empresa saibam de seus próprios riscos e como mitigá-los, mas que a companhia tenha um profissional especializado para reunir todos esses pontos.

A pesquisa da KPMG foi feita após a 19º Mesa de Debates do ACI - Audit Committee Institute, que tem como principal missão manter a comunicação entre os membros de conselhos de administração, de conselhos fiscais e de comitês de auditoria, para aprimorar conhecimento, compromisso e capacidade de implementar processos e comitês de auditoria efetivos. Além da verificação do ponto frágil no momento, a conclusão geral foi que, mesmo após a crise, as organizações ainda precisam melhorar de forma significativa esta área.

O estudo mostra que 31% dos comitês de auditoria discutem os riscos da empresa de forma abrangente trimestralmente. Já 18% deles não debatem estas questões na organização. De acordo com a KPMG, o ideal é que o comitê analise os riscos mensalmente.

Ainda do total, 27% tem o diretor financeiro como principal responsável no gerenciamento de risco, quando o profissional ideal para cumprir esta função é o diretor de risco. Segundo a KPMG, 19% das empresas têm esse executivo como responsável pela área.

O estudo também mostra que apenas 42% dos conselheiros estão satisfeitos com as habilidades e experiência dos membros do comitê de auditoria para propiciar um eficaz monitoramento do gerenciamento de riscos da empresa. Outros 38% estão pouco satisfeitos e 11% insatisfeitos.

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