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27/12/2006 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF e MP ouvem acusados de clonar cartões


A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão investigando a atuação de cinco células de uma quadrilha que atuava em diversas frentes do crime de clonagem de cartões. Onze pessoas foram ouvidas no último dia 26. Nesta quarta-feira (27), mais onze prestaram depoimento ao juiz federal Danilo Fontenelle Sampaio. As 22 pessoas encontram-se presas e são consideradas, pela PF, as mais perigosas da quadrilha. O restante da quadrilha, que está em liberdade, deverá ser ouvido entre os dias 15 e 18 de janeiro. O trabalho teve início a partir de duas grandes operações desencadeadas pela PF neste ano: a ‘Operação Doublê’, que aconteceu em março e a ‘Operação Ciclone’, desencadeada em outubro.

A quadrilha é composta de cinco células - com atuações semelhantes e que interagem entre si, conforme o que foi constatado com base em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça. O líder da principal célula foi identificado como sendo o comerciante José Glaydston Falcão Nobre, o ‘Gleidinho’, de 39 anos. Além de líder, ele seria o financiador da grande célula, que seria responsável por crimes como: clonagem de cartões magnéticos bancários e de crédito; furto de valores dos saldos das contas bancárias mediante esses cartões clonados e via internet; montagem e implantação de máquinas ‘chupa-cabras’ destinadas a obter os dados constantes nos cartões magnéticos originais; obtenção fraudulenta de financiamentos bancários e de bens, além de fraudes em processos licitatórios junto a Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Outras células

A segunda célula da quadrilha, segundo denúncia oferecida pelo procurador regional da República, Meton Vieira Filho, era liderada pelo autônomo Elton Luiz Bastos Nascimento. A denúncia aponta que Elton era o responsável pela “obtenção de financiamentos e empréstimos bancários mediante documentação fraudulenta. Além disso, instalava aparelhos ‘chupa-cabras’ e atuava na clonagem de cartões”. Em uma ligação telefônica interceptada com autorização judicial, na noite do dia 18 de agosto de 2006, “Elton conversou abertamente sobre os procedimentos de instalação da máquina ‘chupa-cabra’, fazendo menção a Caixa Econômica Federal”. Em companhia de Flávio Bezerra César, outro integrante da célula, Elton efetuou compras em um grande supermercado da capital e em uma loja de roupas masculinas usando documentos e talão de cheques pertencentes a Ravardiere Ronald Mota Xavier, mais um membro da célula criminosa.

Também integrava a célula Fábio Bezerra Cavalcante, conhecido como ‘Dentinho’ ou ‘Goiano’, que era um “exímio ‘cracker’ conhecido da Polícia, respondendo a ações criminais em Marabá, no Pará, e em Fortaleza. Como especialista na invasão de contas bancárias via internet, ‘Dentinho’ conseguiu dados sigilosos, sacou e transferiu valores de contas, efetuou compras principalmente de aparelhos celulares. Também foi constatado em diversas ligações que ele combinava a compra e venda de cartões clonados”.

Terceira célula

O líder da terceira célula era o representante comercial Ricardo Sanford Maia Frota. A atuação do grupo chefiado por ele se dividia entre clonagem de cartões de crédito, falsidade ideológica e uso de documento falso. Há suspeitas, ainda, de crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes. Segundo a Polícia, Ricardo usava o nome falso de Luciano Miguel dos Santos. Uma das mulheres que atuava nesta célula era Amanda Ricardo de Castro, funcionária de uma empresa de vinhos localizada na Avenida Washington Soares. “A denunciada se utilizava de sua posição na empresa para obter dados de pessoas constantes no SPC/Serasa, haja vista o acesso que tinha a senha do serviço ‘Tele-Cheque’. Os dados obtidos eram repassados a promotora de vendas Ivaniziane de Oliveira Batista e ao despachante Nivam Felipe Morais, também integrantes da mesma célula”, revelou a denúncia.

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