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14/07/2009 - Rondônia Dinâmica Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BNDES quer melhorar análises de créditos depois de financiar empresas acusadas de fraude

Só em Rondônia, o Banco investiu R$ 1,4 bilhão numa sociedade.

Nos últimos dois anos o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou mais de R$ 6,2 bilhões em contratos com empresas acusadas de má gestão e que trabalham em desfavor do meio ambiente. Só em Rondônia, o Banco investiu R$ 1,4 bilhão numa sociedade com o JBS-Friboi, empresa que sofre investigação do Ministério Público do estado, por fraude nas embalagens e suspeita de corrupção.

No estado do Pará, o grupo Bertin captou R$ 2,5 bilhões em financiamento do BNDES. A empresa, segundo o Ministério Público Federal, é suspeita de comprar carne de criadores de gado em ares de desmate ilegal. O frigorífico Independência se habilitou a receber R$ 450 milhões em novembro. Quatro meses depois, entrou em recuperação judicial. Depois disso, o BNDES suspendeu a transferência de R$ 200 milhões que ainda estavam pendentes.

Todo o montante corresponde a 10% do que o banco destinou à indústria no período. Corresponde ao dobro do que o setor de agricultura recebeu neste ano. Criar instrumentos para melhorar a análise das empresas financiadas é um dos maiores desafios do banco atualmente, neste momento em que dispõe de orçamento recorde e mostra disposição para financiar fusões e aquisições.
O BNDES disse que estuda novos mecanismos para prevenir ocorrências, mas reconhece não ter como obrigar empresas que não tenham culpa comprovada pela Justiça a devolver dinheiro. E afirmou que, nos casos em que o dinheiro foi concedido após as investigações, não havia culpa comprovada.

Desde março, três frigoríficos, que levaram R$ 4,85 bilhões do banco, estiveram em evidência.

Usinas

No último ano, o BNDES deu forte apoio ao setor sucroalcooleiro: R$ 3,5 bilhões para 15 usinas. A decisão alinha-se com o discurso em prol do uso do etanol que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva leva ao mundo. Alguns projetos renderam dissabores: R$ 2,1 bilhões foram destinados a quatro usinas recentemente envolvidas em suspeitas de "trabalho degradante", segundo o Ministério Público do Trabalho e a Advocacia Geral da União.

Com usinas no Centro-Oeste e em São Paulo, as empresas Brenco, Iaco, Rio Claro Agroindustrial e Agro Energia Santa Luzia - as duas últimas, do grupo Odebrecht - foram investigadas por oferecer instalações precárias -como refeitórios e banheiros em más condições de uso- e desrespeitar a legislação trabalhista. Todas fecharam termos de ajustamento de conduta se comprometendo a corrigir as irregularidades. Com o acordo, os processos são arquivados.

Mas a Advocacia Geral da União quer incluir a Brenco na lista de "empresas sujas" do Ministério do Trabalho. Para isso, tenta derrubar uma liminar obtida pela empresa.

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