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13/07/2009 - O Pioneiro Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude facilita a revenda de veículos na Serra

Por: Adriano Duarte

Serviço que diminui a quilometragem é oferecido por valores que variam entre R$ 20 e R$ 400.

Por valores que variam entre R$ 20 e R$ 400, qualquer pessoa pode fraudar a quilometragem de um veículo seminovo ou usado em Caxias do Sul, na Serra.

O truque faz com que futuros compradores acreditem que um carro muito rodado tem baixa quilometragem, valorizando o veículo na hora da revenda. Para comprovar a adulteração, uma equipe do jornal Pioneiro simulou ter interesse em retroceder o hodômetro, aparelho que mede a distância percorrida, do painel de carros usados.

Sem saber que conversavam com jornalistas, funcionários de uma loja de autopeças, de uma empresa que vende tacógrafos e um profissional autônomo confirmaram a fraude. As conversas foram gravadas por telefone e por câmeras de vídeo. Segundo os funcionários, o truque tem sido usado para facilitar a venda de veículos.

As empresas que oferecem o serviço explicaram que, para adulterar carros antigos, com sistema analógico, é necessário violar o painel e diminuir a quilometragem manualmente. Em carros com 10 anos de uso, o preço cobrado fica entre R$ 20 e R$ 30. Para mexer em um carro do tipo Gol e em outros modelos populares com sistema digital – nos quais a alteração é executada com o auxílio de notebooks –, o valor vai de R$ 40 a R$ 120. Para veículos importados, o preço pode chegar a R$ 400.

A fraude tem sido requisitada por pessoas que querem repassar veículos com mais de 100 mil quilômetros rodados e com pouco tempo de uso. O entendimento de quem falsifica os dados é de que os compradores não se interessariam por carros com alta quilometragem. Um veículo com 10 anos de uso tem, em média, entre 120 e 150 mil quilômetros. Com a adulteração, a quilometragem diminui para menos de 100 mil. Em alguns casos, a redução cai pela metade.

Responsável por uma delegacia especializada em crimes contra o consumidor, o delegado Vítor Carnaúba diz que é difícil provar que um veículo tem o hodômetro adulterado. Para ele, o autor do truque pode ser enquadrado em crime de estelionato. A pena vai de um a cinco anos de prisão, além de multa.

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