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13/07/2009 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

DDF investiga suspeitas do desvio de identidades


Em meio às investigações policiais que apuram a ação da quadrilha que tem lesado clientes de bancos no Ceará, surgiu, na última sexta-feira, uma informação que, embora não tenha ainda sido confirmada, revela a complexidade da ação dos golpistas. Cerca de mil ´espelhos´ de identidade podem ter ido parar nas mãos dos criminosos.

São carteiras de identidade em branco que vêm sendo preenchidas com os dados cadastrais dos clientes que assinam contratos de empréstimos consignados com bancos particulares ou suas corretoras.

A informação chegou ao conhecimento do delegado Jaime Paula Pessoa Linhares - titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações - na última sexta-feira e, hoje, começará a ser investigada pela DDF.

Com um documento à primeira vista autêntico - e com os dados inseridos nele corretos - os ´laranjas´ da quadrilha conseguem facilmente sacar o dinheiro do cliente na boca do caixa. Normalmente, os valores retirados equivalem à totalidade do que foi tomado emprestado pelo correntista. Assim, a vítima é surpreendida quando chega à agência para fazer o sabe. Acaba sendo informada de que o dinheiro do empréstimo já foi levado por alguém.

Vários crimes

A antecipação do saque somente é possível aos quadrilheiros pela posse de informações ‘vazadas’ das empresas de consignados ou do próprio banco para onde o dinheiro migra depois de liberado para retirada.

Segundo a Polícia, a ação dos criminosos tem configurado um somatório de delitos, entre os quais, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato e formação de quadrilha.

São crimes cujas penas - estabelecidas pelo Código Penal Brasileiro - são consideradas pequenas, o que leva os golpistas a serem soltos pouco tempo depois de sua prisão, mesmo em flagrante delito.

O estelionato, por exemplo, caracterizado no artigo 171 do CPB, tem pena prevista de um a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa. Já a falsificação de documento público - artigo 297 - tem pena estimada de dois a seis anos de cadeia. A maioria dos estelionatários presos já possui antecedentes criminais pelos mesmos artigos do Código Penal.

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