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08/07/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Burlas deram para comprar casa e carro

Por: Nuno Miguel Maia


Uma mulher de 40 anos é suspeita de ter comprado pelo menos uma casa e um carro à custa de burlar pessoas suas conhecidas, com empréstimos obtidos através de falsas procurações. Foi detida pela PJ do Porto.

Desde 1998, a arguida conseguiu pelo menos 200 mil euros em empréstimos obtidos junto de várias instituições de crédito. Mas as dívidas nunca foram pagas, o que significa que, hoje, o seu valor ascende a cerca de 250 mil euros, incluindo juros.

O esquema da mulher, sem profissão aparente e residente em Gondomar, baseava-se na abordagem a algumas pessoas suas conhecidas desde infância, das quais obtinha dados pessoais e documentos. Depois, conseguia fabricar procurações, com assinaturas forjadas, fazendo passar-se por representante daquelas pessoas, o que lhe permitia obter empréstimos indicando terceiros como titulares.

As vítimas só detectaram o logro quando começaram a ser alvo de processos executivos, passando a ter bens penhorados, uma vez que os empréstimos aos bancos não estavam a ser pagos. Há, inclusive, o caso, mais dramático, de um reformado que viu a sua pensão penhorada.

Até ao momento estão identificadas três vítimas. Mas, ao que o JN apurou, aquando da busca domiciliária efectuada à suspeita foram detectados mais documentos que fazem supor a existência de mais pessoas lesadas com o mesmo modo de actuação. Porém, a concretização das burlas não passava pelo exercício de qualquer profissão, limitando-se à abordagem de pessoas já conhecidas.

Com esta actividade, a mulher conseguiu adquirir pelo menos uma casa e uma viatura. Mas é possível que, existindo mais empréstimos do que aqueles até agora conhecidos das autoridades, outros bens tenham também sido comprados.

A Polícia Judiciária do Porto acredita que a suspeita vivia exclusivamente do dinheiro obtido através destes métodos e que, talvez por essa razão, não tinha qualquer profissão. Apesar disso, não tinha quaisquer antecedentes criminais. A investigação da PJ começou há seis meses, coincidindo com as queixas dos lesados.

A suspeita foi ontem interrogada no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, desconhecendo-se, até à hora de fecho desta edição, que medidas de coacção foram aplicadas.

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