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08/07/2009 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasileiros podem ser deportados por culpa de advogado

Centenas de imigrantes poderão ter seus processos recusados pela imigração devido a fraudes cometidas por um advogado. Muitos já gastaram até U$10,000.00.

Sentado à mesa da cozinha na casa em North Andover, Massachusetts, o casal Bruno Mendes e Thaís da Silva não se conforma. Depois de terem pago mais de $10,000 ao advogado John K. Dvorak para obter a sonhada legalização, os dois veem agora tudo ir por água abaixo. Assim como outros conterrâneos, Bruno e Thaís foram vítimas de Dvorak.

Segundo o The Boston Globe, a notícia de que documentos fraudados fariam parte dos inúmeros processos do advogado caiu como uma bomba sobre muitos brasileiros. De acordo com advogados, os clientes de Dvorak estão recebendo, oito anos depois, uma carta informando que o processo deles foi rejeitado por conta de documentos falsos. Agora, centenas de imigrantes podem ser separados das famílias ou até mesmo deportados.

Ainda não se sabe o número de clientes prejudicados. O porta-voz do Serviço de Imigração e Cidadania Americano (USCIS), David Santos, não comentou o caso, por conta de normas de confidencialidade. As cartas de rejeição emitidas pelo USCIS apontam que o advogado submeteu informações fraudulentas para que os imigrantes obtivessem status legal.
Uma das cartas, datada de 2 de junho, diz que “Entrevistas dos beneficiários [imigrantes] indicaram que muitos deles foram instruídos pelo advogado Dvorak e seus parceiros para obter cartas de emprego fraudulentas. Diversas entrevistas confirmaram que o escritório de advocacia obteve as cartas fraudulentas para os beneficiários”.

Além de tecer críticas ao governo por deixar os casos se prolongarem anos a fio, os advogados que agora estão com os processos de antigos clientes de Dvorak lamentam pelos imigrantes. Segundo eles, muitos que possuem casos legítimos estão sendo punidos somente porque Dvorak era advogado deles.

John K. Dvorak ainda foi ao escritório mas não quis dar entrevista ao jornal americano. Visivelmente chateado, o advogado não foi acusado de crime, segundo o escritório da Promotoria. Há cerca de duas semanas, o profissional ainda estava exercendo a função nas cortes de imigração de Massachusetts.

“Não sei se ele fez errado ou não, mas não é minha culpa”, desabafou o padeiro Carlos Cianflone, 40, que também trabalha como cinegrafista. Tanto ele quanto a esposa, Kelly, lamentam que um caso feito na boa fé, como o deles, possa agora comprometer o futuro do filho, nascido nos EUA e portador de autismo. “Paguei a ele para fazer a coisa certa”.

Novas esperanças
A ativista comunitária Ilma Paixão, de Framingham, disse em entrevista ao Comunidade News que certos cuidados devem ser tomados antes de escolher um advogado para legalização, como conhecer o histórico do profissional. Ainda segundo ela, é importante ter uma segunda opinião em um processo de legalização.

“As pessoas diziam que ele era o melhor advogado”, disse Bruno, que é motorista de caminhão. “Ele era o cara. Acho que este foi o maior erro”, declarou Thaís, chef de cozinha que está em processo de legalização desde 2001. Em 2002, o governo comunicou Thaís de que a aplicação para o patrocínio do restaurante Marche Boston estava aprovada. Seis anos se passaram onde ela e Bruno compraram uma casa, tiveram um filho, e checavam diariamente a caixa do correio e o website do USCIS.

O casal renova a permissão de trabalho todos os anos e visitava de vez em quando o escritório do USCIS em Boston para saber sobre o processo. A desconfiança aconteceu no ano passado, quando o governo mandou uma carta comunicando que não tinha nenhum dado referente à aplicação deles. Começaram a se preocupar de que o sistema não estava funcionando. O choque chegou em fevereiro, quando o USCIS notificou Thaís que planejava cancelar a aplicação de patrocínio do Marche Boston. A carta dizia que uma fraude havia sido descoberta no trabalho de Dvorak, porém não continha nenhuma acusação contra ela.

Apavorada, a brasileira passou o processo para a advogada Ilana Greenstein. Em um verdadeiro pacote de documentos enviado ao USCIS, a advogada disse que sua cliente não havia cometido fraude e pediu que o novo empregador fosse o novo patrocinador dela.

No dia 2 de junho, o resultado final: o patrocínio de Thaís foi cancelado. O USCIS enviou a resposta para Dvorak em vez de enviá-la para Greenstein. Além da advogada, há outros profissionais que pegaram de 30 a 40 casos de antigos clientes de Dvorak.

Os clientes lesados decidiram buscar ajuda com os políticos William Delahunt e Edward M. Kennedy. O Senador Anthony Galluccio está tentando ajudar Thaís. Ele disse que o sistema está perdendo muito tempo para legalizar pessoas que fizeram tudo certo e para quem vale a pena conceder a cidadania.

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