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08/07/2009 - Capital News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suposto esquema de golpes no Vale Renda teria envolvimento de editoras de livros didáticos

Por: Marcelo Eduardo e Reginaldo Rizzo


A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) apresentou na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, detalhes sobre o inquérito policial sobre supostas irregularidades na venda de livros didáticos em Mato Grosso do Sul. Vendedores se faziam passar por funcionários públicos e praticamente obrigavam as pessoas a adquirirem os materiais. Oito pessoas serão indiciadas por estelionato continuado, com pena prevista de um ano a cinco anos de reclusão, caso condenadas.

Ao todo, foram 21 pessoas lesadas em Ponta Porã. O grupo trabalhava para a editora Genesis, de Campo Grande – que atua como representante da Mundial Editora LTDA., de Birigui (SP). Os vendedores iam às casas de pessoas que consideravam em situação de risco econômica. Assim que percebiam que as pessoas recebiam benefícios como o Vale Renda ou o Bolsa Família, eles começavam a aplicar o golpe.

De acordo com o delegado titular da Decon, Adriano Garcia, os vendedores se aproveitavam da ingenuidade das pessoas carentes e, muitas vezes analfabetas, para enganá-las. Eles diziam que eram do governo Federal e que, caso as pessoas não comprassem os livros, perderiam automaticamente o direito aos benefícios sociais.

Com medo de perder aquilo que muitas vezes é a única renda de toda a família, os pais e mães caiam na lábia dos suspeitos de estelionato.

Os compradores eram convencidos a assinar documentos que autorizavam o pagamento via conta de energia elétrica. As mensalidades eram de oito vezes de R$ 50,00; valor bastante alto para os lesados.

A descoberta do suposto esquema foi por intermédio de um fiscal (verdadeiro) dos programas sociais, que fazem visitação periódica nas casas. Uma das incumbências dele seria, segundo a secretária de Estado de Assistência Social, Tania Garib, orientar na diminuição de consumo de energia elétrica, de água e telefone. Ele teria percebido algo que achou muito estranho: um barraco de madeira com apenas um bico de luz (uma lâmpada) ter uma conta no valor de R$ 80,00. Ele procurou a Polícia. As investigações então começaram, em novembro de 2008.

Conforme a Decon, o acréscimo na conta é um serviço legal e a Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul), que o disponibilizava, não tem envolvimento no suposto golpe.

São 8 mil pessoas que possuem débitos em conta de energia elétrica em todo o Mato Grosso do Sul, segundo a Enersul. Destes, 1,2 mil são de famílias beneficiárias do programa Vale renda, do governo Federal. Dentre elas, a Decon conseguiu descobrir 21 casos de provável estelionato, por enquanto.

De acordo com a secretária de Estado de Assistência Social, Tania Garib, em Mato Grosso do Sul, 50 mil famílias recebem Vale Renda (no valor de R$ 120,00 mensais), 117 mil recebem Bolsa Família (entre R$ 20,00 e R$ 182,00) e 55 mil são beneficiadas pelo BBC (programa que beneficia pessoas idosas ou com deficiências que não possuem renda própria).

De acordo com o delegado Adriano Garcia, serão indiciadas por estelionato continuado: Rodrigo Stabile Escanuela, 25 anos, dono da Mundial Editora; Marcio Alves Figueiredo, 35 anos, dono da Genesis Editorra; Ricardo Luiz Ferreira Machado, 30 anos, supervisor de vendas da Genesis Editora; e os vendedores da Genesis Editora Vanessa Osório (29), Vânia Pimenta Osório (25), Rodrigo Henrique Pereira (24), Adriano Souza Bueno (24), Tatiane Centurion Cáceres (26) e Gicilene Oliveira Dantas (32).

A empresa de Marcio já vendeu cerca de 15 mil kits de livros em dois anos. Marcio alega que não sabe de nada sobre o suposto crime. Ele teria dito, segundo o delegado Adriano, que sua equipe é grande e que contrata os supervisores para que sejam responsáveis e que não teria controle direto sobre as vendas. O proprietário da Mundial Editora afirma que também não faz parte do possível esquema. Ele teria dito, ainda conforme o delegado, que sua empresa vende livros parra todo o Brasil e, por isso, não pode fiscalizar pessoalmente. As pessoas lesadas foram ressarcidas pela Mundial, mesmo assim, o dono será indiciado, aponta a Decon.

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