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03/07/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende ex-comandante-geral da PM de Mato Grosso por grilagem de terras

Por: Anselmo Carvalho Pinto


CUIABÁ - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, em Cuiabá, o ex-comandante-geral da PM de Mato Grosso, coronel Adaildon Evaristo de Moraes Costa, e mais 12 pessoas acusadas de grilagem de terra durante a Operação Pluma. Ao todo foi decretada a prisão temporária de 18 pessoas, nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Costa comandou a PM do Estado entre janeiro de 2005 e maio de 2007, na gestão do governador Blairo Maggi (PR). Investigações da PF e do Ministério Público identificaram que o coronel compunha o "braço armado" de uma organização especializada em fraudar títulos de terras, ocupar áreas ilegalmente, ameaçar posseiros e derrubar vegetação protegida. Os crimes ocorreram entre os anos de 2002 e 2005. Há suspeita de que o grupo tenha cometido assassinatos.

O ex-comandante havia sido demitido do cargo no dia 16 de maio de 2007 por conta da desocupação da fazenda Bordolândia, em São Félix do Araguaia. Na época, descobriu-se que a ordem judicial determinava apenas uma busca e apreensão de armas, mas os PMs acabaram realizando a desocupação da fazenda. A partir daí surgiram as suspeitas de que ele agia a serviço de grileiros.

A área da quadrilha, com ramificações em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, são os municípios do chamado 'Vale do Araguaia', como Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia

Outros cinco policiais militares também foram presos
Também foram presos o coronel Elierson Metello de Siqueira, mais dois majores, um capitão e um subtenente, todos da Polícia Militar. Existe a suspeita de que os PMs estimulavam a invasão de fazendas para, depois, promover sua desocupação mediante pagamento.

- Eles também vendiam segurança para fazendeiros cujas terras eram visadas por movimentos sociais - explicou o delegado Oslaim Santana, superintendente da PF em Mato Grosso.

Gilberto Luiz Rezende é apontado como o chefe da quadrilha. Em 2005, Gilbertão, como é conhecido, chegou a ser citado pela CPI da Grilagem de Terras. Segundo depoimentos dados à comissão, posseiros de sete fazendas foram forçados a vender suas terras após sofrer ameaças de Gilbertão.

O grupo ainda é acusado de fazer a escrituração, a matrícula e o registro de áreas no interior da reserva indígena Marawatesede, em Alto Boa Vista (MT). Assim, eles conseguiam transferir para o nome de particulares áreas federais, que, em seguida, eram vendidas a grandes grupos empresariais. A fraude tinha a participação da escrevente do Cartório de Registro de Imóveis de São Félix do Araguaia (MT), Maria Elizabeth Carvalho, que teve a prisão temporária decretada.

O atual comandante de PM, coronel Antônio Benedito Campos Filho, informou que na próxima segunda-feira vai requisitar documentos à Justiça Federal a fim de iniciar uma investigação interna contra os policiais, que podem ser expulsos da corporação.

Na investigação foram identificados os crimes: grilagem de terras da União, especialmente de áreas destinadas a reforma agrária e reserva indígena, formação de quadrilha armada, falsificação de documentos públicos, corrupção ativa e passiva, peculato, prevaricação, extorsão, usurpação de bens da união, crimes ambientais, lesões corporais e lavagem de dinheiro.

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