Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

20/12/2006 - Infonet Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes em documentos lideram casos de adulteração em SE

Por: Andreza Azevedo


Notas fiscais adulteradas, cheques com assinaturas alteradas, documentos que visam ao desvio de verbas de prefeituras, dinheiro falso e muitos outros casos que compõem a rede de adulterações já podem ser completamente resolvidos em Sergipe. Muitos dos problemas, que antes eram enviados para análise na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília, atualmente podem ser solucionados pelo Setor Técnico Científico (Setec) da PF em Sergipe.

“O Setec cuida de perícias que venham a atender às nossas investigações, os nossos inquéritos policiais. Temos perícias nas áreas contábil, química, ambiental e principalmente em análise de documentos, por digitais, sinais e outros artifícios. Em Sergipe a massa dos casos é na área de documentos”, explica o superintendente da PF no Estado, César Nunes.

Por conta dessa demanda, a PF aperfeiçoou o Setec, com equipamentos modernos que podem reconhecer documentos modificados, notas falsificadas e até cheques que a olho nu têm alterações imperceptíveis. Os equipamentos auxiliam a ação dos peritos.

“Nós temos muitos pedidos, atendemos até solicitações da Polícia Civil. Documentos adulterados são tratados pela documentoscopia, com um trabalho bastante criterioso, pois uma perícia é uma prova incontestável. Uma testemunha pode mudar seu depoimento ou mesmo se manter calada. Já a perícia vai lhe dar a materialidade do delito. Vai indicar que aquilo ali é falso e essa indicação é incontestável”, argumenta César Nunes. Além da área de documentos, que lidera os casos em Sergipe, o Setec trabalha muito na área de entorpecentes e na área química em geral.

“Cada perito responde por sua área. Por exemplo, um perito formado em química atua analisando e reconhecendo cocaína, maconha, substâncias entorpecentes e produtos adulterados como gasolina”, explica. O quadro atual de peritos e papiloscopista da PF em Sergipe atua em áreas diversas. “Atualmente são sete peritos no Estado, mas a tendência é aumentar esse número, pois já tem gente sendo treinada em Brasília em cursos de formação. Procuramos ter peritos de formação específica para trabalhar em cada área”, informa o perito criminal federal e chefe substituto do Setec, Jefferson Braga.

Ele explica que o perito contábil, por exemplo, trabalha em cima de documentos fiscais para comprovação de fraudes. Existem também os peritos da área química, que podem fiscalizar combustíveis, e peritos na área de meio ambiente, que apuram grandes desmatamentos. Com os equipamentos adquiridos pelo Setec sergipano, é possível analisar uma moeda falsa de qualquer origem (euro, dólar ou real, por exemplo).

A máquina permite saber que a moeda foi falsificada e que processo foi utilizado na falsificação. Além disso, a documentoscopia envolve o grafismo, que verifica a autenticidade de assinaturas. “Não podemos citar nomes, mas há muitos casos de cheques adulterados em Sergipe e nos envolvemos principalmente quando envolve Caixa Econômica, Correios, Banco do Nordeste, que são empresas de competência da Polícia Federal”, diz Jefferson.

A digitalização dos equipamentos facilita também o trabalho dos papiloscopista, que pode armazenar impressões digitais em um banco de dados e facilitar a identificação das pessoas. O perito Jefferson Braga conta que em um assalto com reféns, na Caixa Econômica Federal em Sergipe, foram colhidas as impressões digitais de uma pessoa que não foi identificada na hora.

Porém, em outra operação da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, que envolveu a escavação de um túnel para um assalto a banco, as digitais foram colhidas e verificou-se que era a mesma pessoa que participou dos dois crimes. Ela foi identificada por causa do armazenamento das impressões digitais no banco de dados da PF.

“A maioria dos crimes é praticada por reincidentes, o que facilita a identificação por já termos os dados”, diz a papiloscopista Dayse Sampaio. “Trabalhamos na intenção de identificar. Tudo o que for da Secretaria de Segurança Pública que possa identificar, colocamos em nosso sistema, jogamos no banco de dados. Quando acontece do suspeito deixar um fragmento, que pode ser a impressão digital, colocamos no nosso banco para possibilitar a identificação da pessoa”, conta Dayse.

Além da aquisição recente pelo Setec de equipamentos que poderão facilitar a resolução dos problemas de adulteração de documentos no Estado, está em fase de implantação um laboratório relacionado exclusivamente à informática, o que facilitaria a resolução de crimes praticados com o uso da internet. “Hoje eu creio que não tem mais nenhum serviço em Sergipe que precise ser encaminhado para Brasília, a não ser um caso muito especial, relacionado à informática, por exemplo”, garante o superintendente da PF.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 549 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal