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02/12/2006 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pode ser um golpe

Por: Luiz Cesar De Moraes


O telefone toca, você atende, do outro lado uma voz imita o jargão militar, identifica-se como membro da unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e informa que um parente seu foi vítima de um acidente automobilístico, em que cinco carros se envolveram num engavetamento sem precedentes na história do trânsito da cidade.

O interlocutor insiste que um dos atropelados está muito ferido, que mencionou seu número e pediu-lhe que fizesse contato contigo. Mas adianta que não sabe mais detalhes, porque pegou o bonde andando. Quando você indaga o nome do acidentado ele diz que não tem essa informação e que vai passar a ligação para um superior, que tem maiores detalhes do desastre.

Mas o superior segue a mesma linha da conversa, e também não consegue responder qual o nome da vítima, saindo-se com uma pérola de justificativa: “senhor! a vítima está muito mal, só conseguiu dizer o seu número e mais não pôde porque desmaiou e ficou fora de si”.

Esse diálogo em tom inquisitorial é travado em apenas alguns segundos, porque o lado de lá tem pressa, quer emparedá-lo, vê-lo em estado de choque sob intensa emoção, tê-lo sob controle total e incentivá-lo a contar detalhes de parentes que poderiam ter sido atropelados, para em seguida tentar extorqui-lo.

Qualquer mortal que for pego desprevenido pode ser a próxima vítima deste golpe muito comum ultimamente, geralmente praticado por presidiários, que além de aprenderem sobre guerra de guerrilhas, ficaram experts em inúmeras outras práticas como fruto da convivência com presos políticos na época da ditadura.

O desfecho pode ser apenas a exigência de que você adquira um cartão de celular – seguindo-se ameaças de causar arrepio caso a exigência não seja atendida -, ou uma simulação de seqüestro-relâmpago, ou coisa ainda pior se eles descobrirem mais detalhes da sua família.

A recomendação, caro leitor, é que você tenha o maior cuidado ao atender ao telefone, procure ouvir tudo e falar o mínimo possível, e se desconfiar que a coisa tem cheiro de golpe, desligue rápido, que essa é a única forma de se defender dos malandros que se multiplicam por esse país afora.

Aliás, querer “ouvir tudo” também implica em risco, pois dizem que essa é a estratégia utilizada pelos “especialistas” em clonagem de celulares.

Fique ligado, em alerta vermelho, que em época de crise a fina flor da malandragem se esmera em elaborar golpes recheados de criatividade.

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