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23/06/2009 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Lobista cobra dinheiro da Guarda Municipal

Por: Valmar Hupsel Filho


O lobista Gracílio Junqueira Santos, apontado como figura central do esquema que fraudava licitações em contratos com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Salvador, desbaratado pela Operação Neêmesis, esteve na sede da Guarda Municipal, na San Martin, na última quarta-feira (17), por volta do meio-dia. “Pra que que eu tive lá? Pra que que eu tive lá? Fui lá saber sobre os aditivos”, respondeu Gracílio, por telefone.

Gracílio foi impedido de entrar no prédio por guardas municipais, que estão em greve desde o dia 5. E foi fotografado por um deles, que utilizou a câmera de um telefone celular. Aos grevistas, o lobista disse abertamente que estava ali para cobrar dinheiro, porque estava precisando.

“Tudo o que vocês usam, desde a farda, coturno, apito ou cassetetes, vem de mim. Forneci até aquelas 60 fardas para vocês desfilarem para o prefeito no 2 de julho (2008), sem licitação”, teria dito Gracílio ao se apresentar a guardas, que relataram a história sob a condição de sigilo, com receio de alguma retaliação.

Na festa pela Independência da Bahia, no ano passado, a Guarda Municipal desfilou, ainda sem estar efetivamente nas ruas, em meio às críticas de uso eleitoreiro por parte do prefeito João Henrique, então pré-candidato à reeleição.

Um dos guardas, que desfilou em 2 de julho do ano passado, contou que Gracílio disse ainda que as fardas foram feitas por uma costureira que mora no bairro de São Caetano, a toque de caixa para o desfile. “Tenho a farda em casa até hoje. É de péssima qualidade”, disse.

Na porta do prédio, Gracílio foi recebido pelo subgerente de proteção patrimonial, o tenente-coronel Sérvulo Augusto de Santana. Segundo testemunhas, depois de conversar com o lobista, o oficial entrou para consultar o coronel José Alberto Guanais, comandante da Guarda Municipal de Salvador. Saiu de lá com a resposta de que Gracílio não poderia entrar no prédio.

Contatado por telefone, o tenente-coronel Sérvulo disse não se lembrar se recebeu Gracílio na porta da Guarda Municipal. “Não lembro se foi ele. Que horas foi isso?”, disse. O oficial informou que, durante “uns 30 ou 40 minutos” em que esteve na porta da sede da Guarda, conversou com algumas pessoas. “Mas só o gestor está podendo entrar por causa da greve”, justificou.

“Ele poderia ir à Secretaria da Administração, mas se veio aqui é porque tem relações com o comandante Guanais”, acusou um dos guardas municipais.

A TARDE esteve nesta terça-feira, 23, na residência de Gracílio, em Itapuã. Apesar de serem ouvidas vozes oriundas do interior da casa, ninguém atendeu à campainha. Duas câmeras denunciaram os visitantes.

Por telefone, Gracílio disse a A TARDE que não lembra desde quando conhece o comandante da Guarda Municipal. Nas gravações feitas pela polícia, relatadas no inquérito do COE, Guanais se refere a Gracílio como “irmão de consideração”.

O lobista disse que pretende falar tudo quando o Ministério Público estiver encerrando o inquérito. “Vou esclarecer tudo para encerrar esta guerra de prejulgamento que este inquérito está fazendo. Dizem que sou representante de empresa, que recebi R$ 735 mil, não é nada disso”, disse.

O lobista também negou que tivesse conversado com o governador Jaques Wagner.

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