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23/06/2009 - Globo Rural Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude em cooperativas


Duas cooperativas no Rio Grande do Sul estão sendo investigadas pelo Ministério Público por falsificar notas de compras da agricultura familiar.

O esquema envolvia a adulteração dos talões do produtor que correspondem à nota fiscal. Nos documentos consta a venda de itens diferentes do que eles entregariam normalmente para a Corac, Cooperativa Regional de Agricultura Camponesa.

Os agricultores dizem que deixaram os talões para inspeção na Secretaria de Agricultura de Seberi, como determina a lei. Ao retirar, notaram o preenchimento e denunciaram ao Ministério Público Federal. O secretário Elton Cocco nega envolvimento.

“Ali não ficam blocos depositados. O pessoal já leva de volta imediatamente depois da revisão”, disse Cocco.

O diretor da Corac, Aristides Mânica, admite o preenchimento dos talões, mas alega que as compras realmente aconteceram. “Aquele produto que saiu na nota está sendo entregue. Isso é o mais importante para nós. Se houve algum problema, esperamos que seja apurado”, falou.

Uma denúncia semelhante foi feita por produtores que negociam com a Coocampo, Cooperativa Mista de Produção Camponesa, de Liberato Salzano. A cooperativa também está sendo investigada.

Para a Coocampo, os agricultores venderam alimentos como milho, batata e feijão. Mas ao pegarem as notas constavam até produtos industrializados, como leite em pó.

“A cooperativa fez a nota com o produto que comprou. Nós compramos leite in natura. O erro aconteceu na hora do preenchimento da nota”, explicou Valdir Zottis, coordenador da cooperativa.

O Ministério Público Federal, responsável pela investigação, quer saber onde foram parar os quatro milhões de reais recebidos pelas duas cooperativas desde 2006, se houve a negociação dos produtos e se eles chegaram aos destinos.

“Nós temos uma falsidade material clara, que é a inserção desses dados nos talonários dos pequenos produtores. Nós temos desvio de verba federal de todos os tipos. Nós temos estelionato. Então, é uma gama grande de crimes e responsabilização que vamos correr atrás tanto no âmbito civil como no criminal”, avisou Michael Gonçalves, procurador da República.

A Conab, responsável pela fiscalização, foi notificada e suspendeu o repasse para a Corac até o fim da investigação. O Ministério Público Federal deve pedir que o mesmo seja feito no caso da Coocampo.

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