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23/06/2009 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Produtoras de eventos que só existem no papel embolsam R$ 11 milhões da União

Por: Alessandra Mello e Daniel Antunes


Muitas das produtoras de eventos investigadas por suspeita de participação no esquema de fraudes para a realização de festas no interior de Minas Gerais existem apenas no papel. Outras estão impedidas de contratar com a administração pública ou aparecem como inativas no site da Receita Federal. Algumas têm ou já tiveram o mesmo endereço e os mesmos sócios. Todas são investigadas pela Procuradoria da República em Governador Valadares, por causa das festas promovidas na Região Leste do estado com recursos do Ministério do Turismo, liberados por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União.

Conforme o Estado de Minas revelou na segunda-feira, só ano passado foram R$ 11 milhões em emendas parlamentares para a promoção de festas em 54 municípios dessa região. Todos são alvo de investigação aberta pela Procuradoria Geral da República em Governador Valadares.

A maioria das produtoras das festas está localizada no Vale do Rio Doce, mas algumas empresas do interior da Bahia e da Região Metropolitana de Belo Horizonte também aparecem no esquema. Parte das produtoras é de fachada e concorria às licitações montadas ou direcionadas. O Ministério Público Federal (MPF) suspeita que a organização criminosa criava empresas, por meio de laranjas, falsificando os documentos necessários para o registro na Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg) e usavam procedimentos cartorários ilegais para reconhecer firmas, autenticar e confeccionar documentos.

A GV Brasil Produções, que aparece em alguns processos de licitação, tem como sede uma casa de dois andares, na Rua João Lopes, no Bairro Santa Rita, em Governador Valadares. A reportagem esteve no local por duas vezes, em horário comercial, e ninguém foi encontrado. Um vizinho informou que o proprietário do imóvel, que se chamaria Décio, é dono de um armarinho no Centro de Governador Valadares e que no local nunca funcionou uma produtora de evento.

Licitação para festa

A GV Brasil está registrada em nome de Eudson Baldon Garajaú da Silva, de 33 anos, e atuaria na área de publicidade e propaganda. Ela ganhou a licitação para uma festa em Paulistas, que custou R$ 200 mil de recursos do Ministério do Turismo liberados pelo deputado federal João Magalhães (PMDB-MG), já denunciado pelo MPF por causa da Operação João-de-barro, que desbaratou um esquema de comércio de emendas parlamentares para a construção de obras de infraestrutura e saneamento, principalmente na Região Leste de Minas.

Outra produtora investigada é a Show Time, que aparece no certame para a 6ª Festa do Divinense Ausente, em Divino das Laranjeiras, evento que também foi custeado com emenda de R$ 200 mil do deputado João Magalhães. Onde deveria funcionar a sede da empresa, na Rua Monte Azul, no Bairro Esperança, em Valadares, mora uma aposentada. “Vivo aqui há 12 anos e nunca ouvi falar dessa empresa”, comentou a aposentada, que preferiu não se identificar. Curiosamente, na maioria das licitações de que a Show Time participou no ano passado, o processo licitatório era vencido pela Simples Cidade Comunicação Integrada e a In-Marketing. Na Receita Federal, a Show Time, fundada em junho de 2006, está registrada em nome de Fabrício Soares da Silva, de 28 anos, e atuaria no ramo de publicidade e propaganda.

A Show Time também participou do processo licitatório para o Encontro do Bugrense Ausente, no distrito de São José do Bugre, na zona rural de Coroaci. O evento foi realizado por meio de emenda de R$ 103 mil do deputado João Magalhães . Na licitação para essa festa também concorreu uma empresa de nome Aprodutora, que está registrada no endereço da Prefeitura de Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na Rua Antônio Carlos, no Centro.

A empresa não tem sede em Rio Acima, só uma caixa postal em que recebe suas correspondências. Em uma das propostas de orçamento para uma das festas investigadas, a Aprodutora fornece um endereço em Barão de Cocais, na Zona da Mata, onde estão localizadas outras empresas investigadas por suspeita de participação nas fraudes. A Aprodutora já teve como sócio Lucyano da Silva Serrano, hoje dono da LS Locações e Serviços, que também já participou de uma licitação no fim do ano passado, em Itabirinha, para a realização do 5º Natal de Luz.

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