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13/12/2006 - Bem Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Funcionário do Instituto de Identificação falsificava documentos


Polícia prende estelionatários e funcionário do Instituto de Identificação
A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), em parceria com a Corregedoria da Polícia Civil prendeu, no fim da tarde da última segunda-feira (11), uma quadrilha acusada de estelionato e falsificação de documentos. Entre os presos está Osmar Wielewski Júnior, 41 anos, papiloscopista do Instituto de Identificação, acusado de vender carteiras de identidade adulteradas. Também foram presos Fábio Alexandre Langhmmer, 31, Mauro Cardoso da Costa Junior, 33, e outro homem, cujo nome não foi divulgado. A polícia procura agora Carlos Elias Pedro, que está foragido e se identifica com documento falso.

“As investigações começaram a ser realizadas pela DEDC desde outubro, quando um comerciante pediu informações sobre uma empresa, que queria comprar muitos itens a prazo na loja dele. Fomos checar e descobrimos um grande esquema que envolvia até mesmo um papiloscopista, que facilitava a falsificação do documento de identidade para a abertura de empresas fantasmas”, contou o delegado Vinícius Augustus de Carvalho.

Wielewski foi preso por policiais da Corregedoria, no posto de identificação de Paranaguá, onde trabalhava. Com ele foram apreendidos alguns documentos que estão sendo analisados pela polícia. Os outros integrantes da quadrilha foram presos em Curitiba, por policiais da DEDC. Foram cumpridos também sete mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados, no escritório, localizado no centro da capital, e em um barracão, no bairro Guabirotuba. Nesses locais foram apreendidos diversos aparelhos eletroeletrônicos, que já foram entregues às vítimas dos golpes.

Golpe – Segundo o delegado, a quadrilha adquiria empresas inativas, cujos proprietários ainda não tinham realizado a baixa em cartório, e, posteriormente, realizavam alteração contratual para mudar o nome dos sócios. Os novos nomes seriam conseguidos com o funcionário do Instituto de Identificação, que facilitava a geração de uma carteira de identidade genuína, mas com nomes de pessoas inexistentes, ou uma segunda via de uma pessoa existente, com a fotografia trocada. A última empresa aberta desta forma, segundo a polícia, foi a Transportadora Impacto, com um escritório instalado no Centro de Curitiba.

A partir daí, a quadrilha abria contas em banco com limites altos, conseguidos pela declaração de contra-cheques falsificados. Depois, faziam compras no comércio até gastar todo o limite, simulavam duplicatas e as descontavam em banco, porém não pagavam nada. “Compravam principalmente aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, materiais de escritório e davam o endereço do barracão alugado no Guabirotuba para as entregas. Depois, revendiam os itens pela metade do preço”, detalhou o delegado.

Como alguns objetos eram vendidos para comerciantes pela metade do preço de mercado, esses comerciantes também estão sendo indiciados por receptação. Segundo o delegado Carvalho, a Transportadora Impacto já estava em fase de fechamento e a quadrilha se preparava para abrir outra, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Carvalho informou que foram solicitados o bloqueio das contas correntes e a quebra do sigilo bancário de todos os acusados. Os integrantes da quadrilha serão indiciados por uso de documento falso, falsificação de documento público, falsidade ideológica, declaração falsa, falsa identidade, receptação, estelionato e formação de quadrilha. Segundo a polícia, outras pessoas envolvidas são procuradas e podem ser presas em breve.

Papiloscopista – De acordo com a polícia, todo o esquema começou com um acerto entre os estelionatários e o papiloscopista. Wielewski facilitava a entrada de certidões de nascimento falsificadas dos estelionatários, para fazer o documento de identidade, ou emitia uma segunda via de outra pessoa, com a foto dos golpistas. O trâmite da documentação era genuíno, já que passava pelo Instituto de Identificação. Para cada documento produzido desta forma, ele recebia R$ 1 mil. “Temos informações de que ele falsificou cinco carteiras de identidade, mas ainda estamos investigando se outros documentos foram feitos dessa forma e desde quando a falsificação era feita”, disse o delegado Marcelo Lemos de Oliveira, da Corregedoria da Polícia Civil.

Agora, o Instituto de Identificação vai verificar se existem outros documentos de identidade que confeccionados dessa forma. As carteiras que forem detectadas com alguma adulteração serão canceladas e os portadores serão presos em flagrante por uso de documento falso. Wielewski responderá criminalmente e será instaurado um processo administrativo disciplinar pela Polícia Civil. Ele será julgado pelo Conselho da Polícia Civil sobre sua permanência na polícia.

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