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20/06/2009 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe do sequestro cruzado assusta professor e mobiliza Polícia em Vitória

Por: Deborah Hemerly


A família de um professor de educação física, 56 anos, viveu três horas de tensão provocadas pela notícia de um falso sequestro. A mulher da vítima soube do fato ao ler um bilhete deixado pelo professor, que saiu de casa com a funcionária no carro particular, a qual também teria sido sequestrada.

O que os parentes do professor não sabiam era que a vítima também sofria pressão de bandidos, que haviam ligado para ele informando do sequestro de sua mulher e neta. O crime aconteceu por volta do meio dia deste sábado e mobilizou as polícias Civil e Militar, além de vizinhos e amigos da família.

Essa família de classe média da Capital foi vítima do golpe do sequestro cruzado, dado por criminosos, geralmente, de dentro de presídios. Para os policiais que trabalharam na operação de 'resgate' do professor, essa hipótese era a mais provável, apesar de não terem descartado nenhuma outra.

"Percebemos que se tratava de um golpe quando os bandidos mudaram as exigências de dinheiro e ouro para créditos em cartões telefônicos. Outro indício de falso sequestro foi quando os criminosos começaram as negociações por meio de ligações a cobrar. Mas mesmo com todas essas pistas que caracterizam golpe, colocamos policiais em cinco viaturas nas ruas. Contamos ainda com o apoio do serviço reservado da PM e com a equipe de anti-sequestro da Polícia Civil", explicou o tenente Luiz Bravim Filho.

A PM foi acionada pelos familiares da vítima. O pedido de socorro foi feito por celular, já que a linha telefônica da residência havia ficado bloqueada pelos criminosos, em um dos contatos.

O 'sequestro'

Segundo o professor, era por volta das 11h30 da manhã quando um bandido ligou a cobrar para a casa, dizendo que estava com a mulher e a neta da vítima. Quem atendeu a ligação foi a empregada, que passou o telefone para o professor.

"Eu havia acabado de chegar do trabalho. Minha mulher tinha saído e só lembrei que minha filha estava com a minha neta. Logo pensei que de duas, poderiam ser três vítimas. Ele exigiu que eu saísse de casa, sem celulares, e deixasse um bilhete para minha família informando a quantia em dinheiro que deveriam entregar, além de outros objetos de valores", lembrou a vítima.

Os sequestradores não disseram ao professor de que maneira receberiam tudo. Eles só o orientaram a ficar afastado de casa, junto com a empregada, até às 17 horas. Deveriam estar incomunicáveis.

"Eles não especificaram para onde deveríamos ir, só disseram para irmos para um hotel e que, assim que chegássemos no local, eu deveria ligar para eles. Eu havia anotado todos os números dos telefones", explicou o professor.

A vítima decidiu por não chamar a polícia, mas escolheu o Centro por ser um bairro movimentado e, pela posição geográfica, facilitaria a ação da polícia.

"Para meu desespero, eu estava sem dinheiro. Por isso, não pude entrar em nenhum hotel. Ficamos em frente à uma hospedagem até eu ter a ideia de ir à casa de uma parente minha, que fica ali perto. Precisava de dinheiro. Foi quando soube que, para minha família, eu que havia sido sequestrado", finalizou, muito emocionado, o professor.

A família não chegou a pagar resgate, nem a vítima creditar saldos em cartões telefônicos.

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