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20/06/2009 - O Popular Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Celg perde R$ 70 milhões com ‘gatos’

Por: Malu Longo

Prejuízo com gambiarra chega a 2,5% do faturamento bruto da empresa. Celg fez parceria com segurança para combater fraude.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que, anualmente, somente com furto de energia elétrica gerada, transmitida e distribuída o País tenha um prejuízo de R$ 7,5 bilhões. No Estado, de acordo com a Companhia Energética de Goiás (Celg), o valor chega hoje a R$ 70 milhões, o que corresponde a 2,5% do faturamento bruto da empresa. O montante da energia roubada daria para abastecer uma cidade do porte de Itumbiara, no Sul de Goiás. Pagam essa conta todos os consumidores legais, que não fazem alterações no medidor, gatos ou gambiarras na fiação e quitam regularmente suas faturas.

Diferente do que muita gente pensa, o furto não ocorre somente em residências de famílias de baixa renda, mas também em grandes estabelecimentos comerciais e propriedades agropecuárias. O problema é antigo, mas não é específico de Goiás, onde há roubo de energia em todos os municípios atendidos pela Celg. Em média, o prejuízo nacional é da ordem de 6% do faturamento das empresas, bem maior do que em Goiás. “Temos um dos menores índices no ranking nacional de prejuízo, segundo a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee)”, afirma o diretor comercial da Celg, Ricardo Jayme. Ele atribui o resultado às ações de combate ao furto de energia e de esclarecimento à população goiana.

Até o último dia de 2009, a Celg espera recuperar R$ 30 milhões de energia furtada, cerca de 3 milhões de kilowatts que dariam para abastecer um município como Piracanjuba. “Os princípios da recuperação financeira da Celg estão ancorados no tripé renegociação das dívidas, combate à inadimplência e coibição aos furtos”, ressalta Ricardo Jayme. O diretor comercial da empresa explica que a Celg mantém um combate sistemático ao furto de energia, com uma média de 8 mil inspeções ao mês em todo o Estado, além de operações especiais em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

A Celg consegue receber 15% da energia roubada, algo em torno de R$ 1,2 milhão ao mês. Para José Carlos Zócoli, do setor de fiscalização, o combate eficiente aos furtos evita a perda anual de 1% da energia produzida, segundo estimativa da Aneel. “Estamos evitando que outros R$ 30 milhões sejam perdidos”.

Há cerca de dois anos a Celg fez parceria com a SSP para uma força-tarefa visando o combate às fraudes. Além da capital, mais de dez municípios já receberam operações especiais para detectar ligações clandestinas ou fraudes nos medidores. A última, no início do mês, ocorreu em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, de onde foram retiradas 800 gambiarras, o maior resultado já obtido desde que as ações tiveram início. Nesses dois anos, a Celg já conseguiu eliminar quase 4 mil ligações clandestinas. Todos os autuados pagam à Celg, de forma retroativa, a energia consumida e não faturada.

Crime

O furto de energia é tipificado como crime pelo artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Aquele que faz uso de ligações clandestinas ou frauda a sua medição pode pegar de 2 a 8 anos de reclusão, além de pagar multa. De acordo com o delegado Itamar Lourenço de Lima, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), desde que a força-tarefa foi criada mais de 50 procedimentos policiais foram instaurados, entre inquéritos por portaria e autuações em flagrante.

Itamar Lourenço coordena a equipe parceira da Celg desde quando era titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Com sua transferência para a Decar, a mesma equipe continuou a executar o trabalho. Além dos agentes policiais, as operações contam com peritos da Polícia Técnico-Científica para comprovar a fraude. Há um mês, em Goiânia, dois restaurantes da mesma rede, localizados nos setores Bueno e Marista, foram autuados por furto de energia. No interior do Estado, as operações também são recorrentes. Em Cristalina, a 274 quilômetros de Goiânia, um único pivô instalado numa plantação de soja vinha dando prejuízos de R$ 50 mil por mês à Celg.

”A fraude é sempre detectada”, avisa Ricardo Jayme. Conforme o diretor comercial da Celg, um dos indícios é a queda abrupta do consumo. Em fevereiro deste ano, numa operação especial realizada no bairro de Campinas, equipes da Celg e da Polícia Civil detectaram um desvio no sistema de abastecimento de três lojas. A oscilação de até 300% no consumo de cada estabelecimento de um mês para o outro chamou a atenção da empresa. Em outros casos, serviços de inteligência são acionados para detectar as fraudes ou gatos.

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