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16/06/2009 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Frigorífico é acusado de adicionar água à carne


O frigorífico JBS Friboi é uma das empresas investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal na Operação Abate, deflagrada nesta terça-feira (16) e que resultou na prisão de 22 pessoas, entre servidores públicos e empresários. Segundo o procurador da República Reginaldo Trindade, do MPF em Rondônia, a empresa adicionava água à carne produzida na unidade de Porto Velho para aumentar artificialmente o peso do produto, com a conivência de fiscais da Superintendência Federal de Agricultura em Rondônia (SFA).

Procurada pela Agência Estado, a assessoria de imprensa do Friboi informou que o departamento jurídico da empresa está tomando conhecimento do teor do inquérito policial que originou a investigação para, após entendimento, apresentar um posicionamento à imprensa. Até o momento, portanto, não respondeu à solicitação.

Entre os 22 detidos hoje em dez Estados, além do Distrito Federal, a maioria pertence à Secretaria Federal de Agricultura, mas também há representantes do setor privado, membros do Ministério da Integração Nacional, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Banco da Amazônia, além de dois lobistas. Até o momento, a lista com os nomes dos detidos não foi disponibilizada pelo MPF.

Segundo o procurador, as investigações, que começaram em maio de 2008, apontaram que servidores públicos recebiam propina para encobrir crimes que teriam sido praticados por empresas localizadas em Rondônia. "A investigação começou porque recebemos fiscais da Superintendência Federal de Agricultura que queriam trabalhar honestamente e não conseguiam porque havia uma organização criminosa no órgão para favorecer não só a JBS Friboi, como também diversas empresas da região", disse o procurador.

Além do Friboi, outras empresas são citadas no inquérito: os frigoríficos Margen e Quatro Marcos, empresas atualmente em processo de recuperação judicial que teriam sido favorecidas pelos fiscais em operações envolvendo as suas unidades localizadas no município de Ariquemes (RO); Frigopeixe, também em Ariquemes; o Laticínio Três Marias e o Curtume Nossa Senhora da Aparecida, os dois últimos localizados em Ouro Preto d'Oeste (RO).

Segundo o procurador, as irregularidades variavam de acordo com a empresa, abrangendo a concessão de liberação para o funcionamento de algumas unidades de forma irregular como autorização para exportação por parte dos fiscais, que receberiam propina em troca. O foco central da investigação, segundo o procurador, era desarticular o esquema de fraudes instalado na SFA em Rondônia. Mas, durante os trabalhos, o MPF descobriu irregularidades na relação entre o grupo Bihl (sediado em Mato Grosso e proprietário do Curtume Nossa Senhora da Aparecida) e membros do Ministério da Integração Nacional, Aneel e dois lobistas de outras regiões do País. Os lobistas, segundo Trindade, agiam como intermediários na prestação de favores às empresas pelos membros do governo à empresa. (AE)

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