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16/06/2009 - Invertia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Time' lista os 10 maiores CEOs fraudadores dos EUA


A revista Time elaborou uma lista com dez casos de executivos-chefe (CEO, da sigla em inglês) que foram envolvidos em escândalos criminais. Com o título de "O Crime Não Compensa", a reportagem cita o caso da gigante americana de eletricidade Enron, que teve dois CEOs, Kenneth Lay e Jeffrey Skilling, condenados por fraude e conspiração.

A Enron faliu em dezembro de 2001 e, segundo a revista, seu colapso "ceifou empregos e as economias de milhares de pessoas". Ambos os executivos foram julgados e condenados em maio de 2006. Lay morreu dois meses depois, aguardando sentença que poderia chegar a 45 anos de prisão, e Skilling foi multado em US$ 45 milhões e está cumprindo pena de 24 anos de detenção em um presídio federal dos Estados Unidos.

A publicação cita em seguida o "maior fraudador do mundo", Bernard Madoff, que é acusado de ter desviado US$ 65 bilhões em um esquema de investimento "pirâmide". Madoff, que era CEO do Bernard L. Madoff Investment Securities LLC, se declarou culpado de 11 acusações de fraude em março deste ano e pode ser condenado a até 150 anos de prisão.

Outro CEO da lista da Time é Dennis Kozlowski, ex-executivo da Tyco International Ltd. Ele foi condenado e cumpre pena de 25 anos de prisão por apropriação indevida de dinheiro da corporação, mas alegou que "nada foi escondido". Entre os gastos de Kozlowski que foram bancados pela Tyco estão a compra de um apartamento de US$ 30 milhões em Nova York e uma festa de aniversário para a segunda mulher do executivo, que custou US$ 2 milhões.

O CEO e fundador da Adelphia Communications, John Rigas, teve que se afastar da empresa em 2002, acusado por fraude pelas autoridades americanas. Ele foi julgado e condenado, em 2004, a 15 anos de prisão por fraudes bancária, de securitização e escutas telefônicas ilegais. Após a saída de Rigas, a Adelphia pediu proteção à lei de falências americana por conta de empréstimos que não foram registrados pelo CEO e seus filhos.

Joe Nacchio, ex-CEO da empresa de telecomunicações Qwest, foi condenado em 2007 por 19 acusações de uso ilegal de informações privilegiadas e sentenciado a seis anos de prisão. Entre as acusações está a de que ele vendeu US$ 52 milhões em ações em 2001, mesmo sabendo que a companhia tinha problemas financeiros. Ele permaneceu fora da cadeia até abril de 2008, sob uma fiança de US$ 2 milhões, mas foi mandado para a prisão por um juiz federal. Nacchio ainda aguarda recurso na Suprema Corte americana.

Na lista da Time também está Gregory Reyes, que era CEO da Brocade Communications Systems até 2005. Ele foi julgado e condenado em 2007 pelas acusações de alterar os arquivos de opções de ações, dadas como bônus a funcionários. Reyes fazia isso de forma a aumentar o valor da gratificação, mas não notificou os investidores das mudanças. Sua condenação foi de 21 meses de prisão e US$ 15 milhões de multa, mas ele ainda aguarda apelação.

James McDermott Jr., CEO do banco de investimento Keefe, Bruyette & Woods (KBW), foi preso em dezembro de 1999 acusado de vazar informações privilegiadas sobre a fusão pendente de cinco bancos para sua amante - uma atriz pornô canadense. Junto com um outro amante, ela usou as informações para lucrar US$ 80 mil em apostas no mercado financeiro. McDermott teve sua sentença reduzida de 24 para 8 meses ao alegar que sua "falha de julgamento" ao revelar os dados confidenciais foi causada por álcool, depressão e problemas familiares.

Outro caso citado pela revista é o do CEO da ImClone, Sam Waksal, que foi condenado em 2002 a 87 meses de prisão por, entre outros crimes, fraudes em securitização, fraudes bancárias e perjúrio. Waksal fundou a ImClone em 1984, mas ficou famoso em 1999 quando anunciou a criação de uma droga "revolucionária" contra o câncer, o que motivou uma injeção de capital de US$ 1 bilhão em sua empresa por uma gigante farmacêutica. Pouco antes de a droga ser rejeitada por autoridades americanas, o CEO ligou para parentes aconselhando a venda das ações da empresa, que desabaram após a notícia.

A Time lista o caso do CEO do fundo de hedge Bayou Group, Sam Israel, que, condenado a 20 anos de prisão por uma fraude de US$ 450 milhões, decidiu forjar seu suicídio. A polícia não acreditou na história e o executivo entrou na lista dos mais procurados dos Estados Unidos, se entregando após apelos de sua mãe.

A lista da revista americana termina com o escândalo do CEO da WorldCom, Bernie Ebbers, condenado a 25 anos de prisão após tentar acobertar, por meio de fraudes contábeis, US$ 11 bilhões em débitos.

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