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15/06/2009 - Diário de Notícias / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Constâncio: fraudes no BPN são inferiores a mil milhões

Por: Rudolfo Rebêlo


O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, estima que as fraudes no BPN são inferiores a mil milhões de euros, uma verba bastante afastada dos 2550 milhões de euros dos empréstimos que a CGD fez ao BPN.

Numa sessão marcada pelas auditorias ao Banco Português de Negócios, Vítor Constâncio, visivelmente exasperado, acusa os partidos da oposição de "estratégias indefinidas de interrogatório". "Há momentos em que fico satisfeito em não ser deputado", disse o governador do Banco de Portugal.

Constâncio adiantou o valor no meio de uma troca de acusações com o deputado Nuno Melo, do CDS-PP, a quem o supervisor acusou de construir um caso político e de desconhecer aspectos fundamentais do caso BPN.

"O senhor deputado revelou grande desconhecimento de factos e aspectos fundamentais" ao longo dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito à nacionalização do BPN, acusou Vítor Constâncio, para quem o deputado centrista "construiu um caso político" e acabou por "fazer uma campanha [eleitoral] inteira à custa disso".

Entre os factos fundamentais que Constâncio acusou Nuno Melo de desconhecer estão o apuramento das contas - e do buraco do BPN - que o governador do banco central disse que "são muito inferiores aos mil milhões de euros" depois de todo o processo acabar, incluindo a venda do banco.

Constâncio acrescentou ainda que "só quando existir o banco mau que vai ter os activos [tóxicos do sistema português], que os vai valorizar e vender, só nessa altura é que se saberá" o valor real das imparidades no BPN.

Constâncio disse também que não há ainda possibilidade de apresentar números finais mas que "estamos a falar de números muito inferiores aos mil milhões de euros" pelo que Nuno Melo terá "distorcido factos" quando falou na campanha eleitoral de imparidades ou injecção de dinheiros públicos em torno de 2,5 mil milhões de euros.

A audição de hoje da comissão de inquérito parlamentar ao BPN tem-se pautado por acusações mútuas entre Vítor Constâncio e - primeiro - o deputado comunista Honório Novo e - de seguida - o deputado centrista Nuno Melo.

"O senhor governador já não é secretário-geral do PS, deveria conter as suas declarações e intervenções e intervenções", referiu Nuno Melo.

Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal desde o ano 2000, foi Secretário-Geral do Partido Socialista entre 1986 e 1989.

Banco de Portugal ordenou integração do Banco Insular nas contas do BPN

O Governador do Banco de Portugal insistiu hoje que foi esta instituição que ordenou, a 04 de Junho do ano passado, a integração nas contas do BPN das entidades "clandestinas" de que só teve conhecimento dois dias antes.

Vítor Constâncio fez esta declaração em tom indignado com perguntas que considerou serem "sobre pormenores" e assegurando que "não há contradição" entre as declarações que ele próprio já fez em comissões parlamentares sobre esta matéria e também Pedro Duarte Neves, responsável de supervisão do Banco de Portugal.

Segundo Constâncio, depois do dia 02 de Junho, quando através do então presidente do Banco Português de Negócios (BPN), o Banco de Portugal "recebe informação sobre um Banco Insular, clandestino, e sobre um balcão virtual, clandestino" é exigida, dois dias depois, ao banco uma integração desses elementos nas contas.

O supervisor exigiu também então "que essas contas consolidadas fossem auditadas e certificadas por entidade externa", acrescentou Constâncio.

Esse pedido foi feito por Pedro Duarte Neves, garantiu Constâncio, dizendo que não há qualquer contradição ou confusão com a auditoria externa também pedida pelo Banco de Portugal já algumas semanas depois, esta à luz de um artigo da lei que permite ser o próprio supervisor a escolher a empresa que faz a auditoria e certificação.

"Foi um reforço da nossa intervenção", sublinhou Vítor Constâncio, cuja audição a na comissão de inquérito ao caso BPN prossegue hoje, tendo sido interrompida na semana passada após quase sete horas de perguntas e respostas.

O governador considerou que há uma estratégia por parte de alguns deputados com a "repetição" de perguntas sobre "pormenores", reiterando ao longo da audição que tudo o que está a ser perguntado já o foi anteriormente e que as respostas foram dadas e "sem contradições".

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