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15/06/2009 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

“Mário Maria” alegava influência política


Nos contatos em Uberaba o estelionatário que dizia ser juiz, também costumava se apresentar como pessoa influente em Brasília, bem como especialista em recuperar empresas em dificuldade. Foi desta forma que conseguia se aproximar das pessoas que acabava lesando.
Na fábrica de calçados, por exemplo, chegou dizendo que era economista com total acesso ao BNDES, onde conseguiria recursos para capitalizar a empresa. Também falou de suposta intimidade com a família Sarney. De pronto, exigiu que sua “esposa”, Aurora Otílias Chagas, fosse incluída como sócia na firma que manteve parada por dois meses. Aos verdadeiros proprietários, passou a dispensar tratamento como se fossem seus empregados. Enquanto isto, passou a furtar bens da firma como computadores, impressoras e outros objetos de valor, bem como R$ 42.000,00 que pegou com um dos donos. Acabou ficando com o dinheiro que seria para o pagamento dos empregados.

Nos seus últimos dias em Uberaba, o criminoso começou a fazer contatos garantindo ser representante do Banco do Paraná e que traria uma agência para instalação na cidade. Para muitas pessoas se apresentou, ainda, como auditor, sempre levando alguma vantagem material.
Tem mais. Suas vítimas recentes não se limitam aos uberabenses lesados. Nossa reportagem localizou um empresário de Araraquara que perdeu 110 mil reais, conforme ouviu do próprio Nivaldo Antônio Rosseto.

Também falou com Gilmar Francisco Leal, da cidade de Costa Rica (MS), que perdeu 150 mil reais levados pelo mesmo criminoso.
Além destes, “Mário Maria” também fez vítimas em outras cidades, dentre elas Araguari, Catalão e São Simão (GO). Nesta última, chegou a ser condenado a quatro anos de reclusão por estelionato, inclusive sendo preso, ainda que tenha fugido quando estava em regime aberto.

Polícia. No sábado, a reportagem conseguiu falar não só com algumas vítimas que residem fora de Uberaba, tambem entrou em contato com o detetive que prendeu “Mário Maria”, em São Paulo. Do policial Edson Viana, obtive a informação que, em pouco tempo, o estelionatário fez entre quatro e cinco vítimas na capital paulista. O inquérito para identificação de outras vítimas ainda não terminou, acrescentando que exame médico confirmou tratar-se de pessoa do sexo feminino. Na penitenciária feminina Santana, em que está recolhida, “Mário Maria” é tratada como mulher.
Aliás, a reportagem teve acesso a Exame de Corpo de Delito, feito pelo Instituto Medicina Legal da Polícia Civil de Minas Gerais. No documento redigido, a partir de exame realizado em agosto de 2006, na Delegacia de Araguari, constatou-se a “presença de órgãos sexuais externos (mamas e genitália) com desenvolvimento e características normais do sexo feminino e sem a presença de má formação”. Entretanto, a pessoa se apresentou aos médicos legistas, Takeshi Ono Sobrinho e Fernando Ruiz Pereira, como Mário Nunes Tomaz de Aquino, de 46 anos, natural do Ceará.
Naquela oportunidade, também declarou ser consultor empresarial, bem como relatou “ter nascido com o sexo masculino, como hipotrofia dos órgãos genitais externos”. Mas, a conclusão do documento não deixa dúvida. Os médicos fizeram constar, em negrito, que o mesmo “apresenta órgãos sexuais externos normais femininos”.

Busca. Do advogado Luiz Fernando que trabalha para, pelo menos cinco vítimas, obtive informação que “Mário Maria” estaria com processo para mudança de nome na comarca de Araguari, onde já morou e fez muitas vítimas. No processo, “ele” deseja adotar o nome de Eli que poderia usar se passando por homem ou mulher.
Coincidentemente, foi a ameaça do advogado dizendo que iria procurar a justiça de Araguari para delatar a série de crimes praticados em Uberaba e São Paulo que fez com que o criminoso devolvesse a Blazer da dona da casa em que ele morou em Uberaba com sua “esposa” Aurora que, também, tem condenação por estelionato na comarca de São Simão. (GM)

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Comentários


Autor e data do comentário: Hunter - 09/12/2013 11:07

O mais importante nesse alerta faltou!!! A fotografia dos envolvidos... para servir de alerta.



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