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15/06/2009 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpes de mulher que se passava por homem chegam a meio milhão

Por: Gislene Martins


A ação criminosa de um estelionatário que agiu em Uberaba até janeiro deste ano, pode representar meio milhão de reais para as vítimas. Mais que a soma expressiva levada pelo golpista, as vítimas se mostram envergonhadas, como os donos de uma fábrica de calçados, na época, com 100 funcionários.
Entre os que acreditavam no criminoso, que se apresentava como juiz federal, consultor empresarial, advogado ou empresário, estão industriais, donos de um clube da região e até de uma grande empresa de melhoramento genético de gado zebu.

Também lojistas uberabenses foram lesados, incluindo uma loja de roupas masculinas na rua Tristão de Castro que vendeu, mas não recebeu R$ 5.000,00. Outra, na Av. Capitão Manoel Prata, vendeu equipamentos de escritório, conseguindo recuperá-los antes do sumiço do estelionatário que, no final de maio, acabou sendo preso em São Paulo, onde lesou pelo menos quatro empresas.
O elemento que se apresentava em Uberaba como Mário Nunes Tomaz de Aquino, na verdade é uma mulher. Trata-se de Maria de Fátima de Jesus que, embora de sexo feminino, tem aparência masculina. Não bastasse seu nome de mulher, também pode ser falso, conforme advogados que atuam na defesa das vítimas.

Em Uberaba “Mário Maria” agiu entre agosto de 2008 e 17 de janeiro deste ano, data em que fugiu, furtando tudo que conseguiu carregar, incluindo a camionete Blazer da dona da casa que alugava, ainda que o veículo tenha sido recuperado, posteriormente, pelo advogado Luis Fernando de Freitas.
De todas as vítimas, apenas uma não pediu para ter sua identidade preservada. Aliás, em se tratando da sequência de golpes aplicados, ela foi uma das primeiras. Trata-se da artista plástica e dona de casa Lara Beatriz Rodrigues, 40 anos, que alugou a residência em que morava para o falso juiz que se apresentou como Mário Nunes Tomaz de Aquino. Ele chegou à residência na rua Acre 1.174, no bairro Santa Maria, levado por um taxista nunca mais localizado.

Ao chegar no imóvel se apresentou, inicialmente, como juiz federal, recém-aprovado em concurso. Falante e bem articulado, assinou contrato de um ano com aluguel mensal de R$ 2.500,00 na imponente residência mobiliada. Alguns dias depois, o estelionatário contratou a dona do imóvel para ser sua secretária, com salário mensal de R$ 1.000,00.
Lara, que enfrentava dificuldade financeira, ficou sem o aluguel e o salário após meses de prestação de serviço, inclusive trabalhando como motorista e até cozinheira. Chegou a ser levada para São Paulo, sendo mantida em cárcere privado por quinze dias, onde “Mário Maria” estaria “comprando” empresas, incluindo uma casa especializada em café na rua Augusta.

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