Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

14/06/2009 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Além de causar sérios prejuízos à saúde, remédios falsos podem pôr em risco a vida dos usuários'carta aberta aos consumidores de medicação falsificada

carta aberta aos consumidores de medicação falsificada.

Paulo Olzon, infectologista e professor de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo - O Estado de S.Paulo

- Na última semana, a operação Virtua Pharma da Polícia Federal, em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, deteve 11 pessoas e apreendeu 3.524 caixas de medicamentos falsos que seriam vendidos pela internet. É louvável que ações desse gênero sejam realizadas em nosso país. Na medida em que a internet se desenvolve, a compra de medicamentos piratas fica mais sofisticada e sua fiscalização mais difícil de ser feita. No entanto, é importante dizer que a falsificação de remédios não é um fato novo. Há mais de duas décadas as farmácias já comercializavam medicações fabricadas de modo irregular. Sendo assim, dados da Anvisa que mostram que 20% dos remédios vendidos no Brasil são falsos praticamente não nos chocam mais. Na sociedade imediatista e hedonista em que vivemos, na qual as pessoas querem soluções rápidas para seus problemas sem que o prazer fique de lado, a procura por uma categoria específica de remédios aumentou - e a falsificação também. Medicamentos para a disfunção erétil, emagrecimento e aqueles que tratam a insônia são frequentemente pirateados e contrabandeados. Além de pôr a vida do usuário em risco e causar sérios prejuízos à saúde, a compra de produtos falsos tem duas implicações: se eles fizerem efeito, são substâncias que podem provocar dependência. Ao contrário, se não fizer efeito, o paciente nunca saberá exatamente o que consumiu - as concentrações podem ser maiores ou menores do que o indicado e não é raro que o princípio ativo tenha sido adquirido no mercado negro. A verdade é que a máfia dos falsificadores compete diretamente com os produtos vendidos na farmácia. A venda não controlada nesses estabelecimentos estimula o comércio ilegal. Um controle rígido nas farmácias conscientizaria as pessoas no sentido de consumirem somente o que lhes for, de fato, necessário. Quantos de nós não recorre a medicamentos de forma indiscriminada? Quem não tem recursos para bancar a medicação original vai recorrer ao produto mais barato, isto é, o falsificado. Uma certeza fica: o que inicialmente tem um custo menor, fica muito mais caro ao final do tratamento.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 321 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal