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13/06/2009 - Midiamax / Blog do Josias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF apura nova pista de corrupção


Deflagrada em março, a Operação Castelo de Areia sumiu do noticiário tão rapidamente quanto entrou.

Deve-se o sumiço à polêmica suscitada pela revelação precipitada de nomes de políticos que receberam doações da Camargo Corrêa, alvo da investigação.

Foram pendurados nas manchetes em posição. Depois, exibiram recibos que deram às doações que se imaginava espúrias a aparência de coisa legal.

Pois bem, a Polícia Federal acredita ter apalpado papéis que podem dar novo rumo ao pedaço do inquérito que tem intersecção com o universo da política.

Deve-se ao repórter Wálter Nunes a descrição da nova pista. Ele conta, nas páginas da revista Época, que a coisa consiste num calhamaço de 54 páginas.

São folhas de papel A4. Foram recolhidas numa batida policial realizada há dois meses no escritório da residências de um dos executivos da Camargo Corrêa.

Chama-se Pietro Francesco Giavina Bianchi o executivo que guardava em casa o papelório malcheiroso.

Traz tabelas e planilhas. Anotam nomes de instituições, obras, partidos, políticos e membros do TCU. Associa os nomes a valores.

Há cifras em dólares e em reais. Referem-se a transações realizadas entre 1998 e 2000.

Uma das colunas expostas nas tabelas faz menção às obras públicas tocadas pela Camargo Corrêa. Noutra, os valores recebidos dos governos contratantes.

Numa terceira, novos valores –um aparente rateio promovido entre políticos, partidos e gente do TCU, cuja atribuição é fiscalizar o bom uso das verbas da Viúva.

A PF tenta agora realizar um procedimento clássico de toda investigação que se pretenda consequente: refaz o caminho do dinheiro.

É a única forma de converter indícios em prova de corrupção. A Camargo Corrêa diz desconhecer os papéis.

Concluído o trabalho, a PF pretende remeter um novo relatório ao Ministério Público. Será o terceira peça resultante da Castelo de Areia.

As duas anteriores resultaram num par de denúncias. Na primeira, a Procuradoria acusou três diretores da construtora e quatro doleiros.

Imputou-lhes os crimes de fraude em operações financeiras, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Na segunda denúncia, foram encrencados dois executivos da Camargo Corrêa e outros dois da construtora Andrade Gutierrez.

Nesse caso, foram acusados de formação de cartel e fraudes em licitação das obras do metrô de Salvador. A licitação é de 1999. A obra começou em 2000.

As denúncias encontram-se sobre a mesa do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo.

Cabe a De Sanctis decidir se os denunciados vão ou não virar réus em ações penais.

Para evitar incorrer nos erros que tisnaram a primeira fase da Castelo de Areia, a PF mantém em segredo, por ora, os nomes que aparecem nas 54 folhas sob análise. Melhor assim.

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