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12/06/2009 - O Diario do Norte do Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Todos os dias, sete caem na lábia dos malandros

Por: Vinicius Carvalho

O número de golpes previstos no artigo 171 do Código Penal já se equivale, em Maringá, ao de furtos e roubos. Em apenas 4 meses, foram registrados 1.100 casos.

Golpes do troco, do chat e do bilhete premiado engrossaram as estatísticas de estelionatos em Maringá este ano. De janeiro a maio, a Delegacia de Estelionato registrou 1.100 boletins de ocorrências – uma média de 220 casos por mês, ou 7,3 golpes por dia.

De acordo com o delegado Paulo Cezar da Silva, o número de golpes aplicados na cidade já alcança o de furtos e roubos. “Neste caso, o agravante é que a vítima vê o criminoso, estava junto com ele no momento do crime e participa de alguma forma”, comenta Silva.

O delegado explica que novas modalidades de golpe substituem as mais conhecidas, mas os alvos principais continuam a ser idosos e comerciantes. “Já faz um mês que não registramos golpe do bilhete premiado. Tem acontecido bastante o golpe do troco e outros relacionados à internet”, comenta o delegado.

Faltam dados

A Delegacia de Estelionato não dispõe de dados precisos sobre os casos registrados, ou informações sobre os períodos anteriores. A base de dados do departamento passa por uma atualização e melhoria na especificação dos crimes cometidos, para evitar uma inflação nas estatísticas. Entre os boletins de ocorrência lavrados, alguns casos não são de estelionato, mas isso só é descoberto no momento da investigação.

“Desses 1.100 boletins, pelo menos 80 são de adulteração de placa de automóveis, que é um crime diferente, mas acaba sendo caindo na Delegacia de Estelionato”, explica Silva. O mesmo acontece com contratos comerciais de carro, quando o comprador descobre que o veículo que adquiriu já havia sofrido acidente e o proprietário anterior não o informou.

A internet é a mais nova fonte de golpes, entre os registrados na Delegacia de Estelionato de Maringá. O delegado recomenda que, ao realizar compras pela internet, o consumidor tenha certeza da segurança do processo e exija algum tipo de certificado ou comprovante da operação. “Hoje, existem golpes de todo tipo. O mais seguro mesmo é fazer as transações em dinheiro”, recomenda Silva.

Poucos na cadeia

Previsto no artigo 171 do Código Penal, o crime de estelionato prevê reclusão de 1 a 5 anos. No entanto, são poucos os estelionatários que permanecem presos. A legislação brasileira prevê pagamento de fiança e substituição da reclusão por penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade. Também não está prevista prisão temporária para este tipo de crime.

Para o delegado Paulo Cezar da Silva, essas características jurídicas explicam a razão pela qual poucos criminosos acabam atrás das grades. “Todos os dias prendemos estelionatários em Maringá, mas a Justiça prevê uma série de benefícios para crimes sem uso da violência”, explica.

Ele exemplifica que, caso um estelionatário aplique cem golpes, a pena será a mesma de apenas um crime, acrescida de um sexto do tempo. Na carceragem da 9ª Subdivisão da Polícia Civil de Maringá, há apenas três golpistas presos.

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Comentários


Autor e data do comentário: Ludmila Ferreira Pinto - 20/04/2010 01:21

Fui vítima de uma estelionatária e quando resolvi denunciá-la pelo crime de estelionato, me senti, na delegacia de estelionato, como uma verdadeira idiota. Os agentes que conversaram comigo veio com esse discurso de que estelionatário não vai pra cadeia. Se a Polícia fizesse o trabalho deles direito, muitos não estariam por ai fazendo novas vítimas. Esse discurso de que estelionatário não vai pra cadeia é desculpa da polícia pela má vontade com que eles atendem a esses casos. Se eles não gostam de trabalhar na polícia, só tem uma solução: mudem de profissão. Eu gostaria de saber pq existe em Maringá uma Delegacia Especial só para os crimes de estelionato? Já que eles não vão pra cadeia mesmo, pq utilizar toda uma equipe de policiais pra algo inútil? Só três estão cumprindo pena? Pra quê uma delegacia especial?



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