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12/06/2009 - Época Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grifes tentam combater comércio de produtos falsos

O mercado de produtos falsificados cresceu dez vezes mais desde a popularização da internet, mas só agora as grifes buscam maneiras de lutar contra o luxo de mentira.

“Preste atenção às pessoas por quem você passa quando estiver carregando sua bolsa Louis Vuitton”, diz um anúncio de um website que vende cópias da grife francesa. “Nos olhos das outras mulheres, você vai sentir a inveja”. O anúncio diz então que por uma fração do preço de uma LV original, a cliente poderá ser alvo de toda essa atenção. Ou seja, por R$ 289 é possível ter a mesma bolsa que a atriz Scarlett Johansson mostra no anúncio da marca, ao preço de R$ 12.500. O mercado das réplicas de artigos de luxo aumentou dez vezes com a popularização da internet, mas só agora as grifes tentam combater os piratas que causam um prejuízo de bilhões de dólares ao ano. (Veja como reconhecer os originais das cópias)

Sites que vendem bolsas falsas representam uma parte pequena do mercado de cópias de artigos de luxo, que copia descaradamente itens de grifes como Chanel, Louis Vuitton, Dolce & Gabbana, Dior, Gucci, Prada, Versace e tantas outras. Basta uma busca no Google usando “bolsas de marca” (em inglês “cheap bags”) para ver quantos sites aparecem vendendo réplicas “praticamente iguais às originais”.

Grandes grupos como Nike, Reebok e Adidas e conglomerados de produtos de luxo, como LVMH e PPR, que englobam as maiores grifes do planeta, contratam empresas e investigadores para identificar os grandes e médios distribuidores de produtos. Das empresas, a Louis Vuitton é a única a afirmar que emprega um time de mais de 60 pessoas em sua estratégia anti-pirataria. As empresas talvez sejam desencorajadas pela dificuldade em levantar provas e processar os falsificadores. Investigadores primeiro têm que se fingir de intermediários, dizendo que querem vender os produtos, normalmente feitos em países da Ásia.

“Qualquer um pode ter acesso aos fabricantes na China”, diz o investigador particular Rob Holmes ao jornal inglês “The Independent”. Citando sites como AliBaba e Tradekey, ele afirma que é possível vender bolsas que custam US$ 10 por US$ 50 em algum site. “Você nem precisa ter estoque, pede direto ao fabricante, que manda as bolsas para cada cliente. É tudo no computador”.

Sites mais conhecidos, como o eBay, são geralmente a fonte de “distribuição” desse tipo de produto. Somente no ano passado, aproximadamente 4 milhões de réplicas foram anunciadas online, uma média de 11 mil itens falsos ao dia. Por causa do volume, algumas empresas decidiram processar o eBay para fazer com que a empresa assumisse responsabilidade sobre os produtos ali anunciados.

O eBay perdeu na justiça contra a Rolex na Alemanha e na França contra a Louis Vuitton, mas conseguiu vencer no Reino Unido diante da L’Oréal e nos Estados Unidos diante da Tiffany & Co. A justiça americana chegou a dizer que era responsabilidade das empresas informar ao site quando alguém aparecesse vendendo produtos falsos.

Mas para Tim Philips, autor do livro “Knock Off: The Deadly Trade in Counterfeit Goods” (“Desconto: o Comércio Mortal dos Produtos Falsos”), a maioria das companhia simplesmente se nega a reconhecer o tamanho do problema. O maior problema, diz, é que nenhuma das grandes companhias quer dizer quanto perde ao ano com esse comércio ilegal. “Se eles fosse honestos sobre os valores, cabeças rolariam. Dá a impressão de que eles acham que as pessoas que compram cópias não são possíveis consumidores da marca”.

O comércio de réplicas, que cresceu principalmente desde que a internet se tornou mais acessível, envolve um aspecto mais criminoso, que vai desde a lavagem de dinheiro até trabalho escravo. Para Philips, está aí a responsabilidade de quem compra esses produtos – que vai muito além do desejo de possuir um objeto de grife. “Não se trata só de comprar uma coisa bonita”, diz.

É o mesmo problema que enfrenta a indústria musical hoje, com milhares de músicas e vídeos sendo baixados sem pagamento de direito autoral. “Uma vez que as pessoas começam a achar que os benefícios de ter um item verdadeiro não justifica o preço, você nunca mais consegue fazer com que elas pensem o contrário”.

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