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12/06/2009 - Portal Exame Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O boleto eletrônico vem aí

Por: Camila Fusco

A partir de outubro, cobranças em papel serão digitalizadas e poderão ser consultadas e pagas pela internet, em caixas automáticos e até via celular.

Os bancos brasileiros processaram, no ano passado, cerca de 2,4 bilhões de boletos de cobrança. Foram compras em lojas de varejo, pagamentos de mensalidades escolares, cobranças de planos de saúde, condomínios e cartões de crédito, entre outras transações - um mar de papel que, na maioria das vezes, tem como destino os arquivos mortos ou o lixo. O boleto de cobrança é um resquício de uma era bancária que está ficando cada vez mais distante com a onda de modernização que está varrendo as instituições financeiras nas últimas décadas. Mas a hora das cobranças em papel parece ter chegado ao fim. A partir de 19 de outubro, os bancos brasileiros terão um sistema integrado capaz de exibir as informações dos boletos na internet, no caixa eletrônico ou no celular - ou seja, não será mais necessário imprimir e enviar papéis pelo correio. A expectativa é que pelo menos 700 milhões de boletos impressos deixem de circular nos primeiros 12 meses. Como nota Iezio Sousa, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban): "O papel não vai acabar de vez, mas o cliente terá chance de escolher".

Em outubro, um correntista do Bradesco, por exemplo, poderá ver na internet as cobranças emitidas pelo Itaú ou por qualquer uma das 60 instituições que integram o projeto. A adesão ao sistema é voluntária, mas os bancos que já entraram para o sistema representam 99% das cobranças. O modelo vai funcionar com a adesão do correntista. O cliente informará a um ou mais bancos a preferência pelos e-boletos e poderá visualizá-los nos meios eletrônicos disponíveis. Apesar do ambiente online, o boleto eletrônico será tratado exatamente como as cobranças em papel. O correntista poderá visualizar a cobrança, agendar o pagamento ou até mesmo recusar o boleto - e estará sujeito às mesmas consequências, como o protesto do que não for pago. O cliente do banco também poderá optar por redirecionar o boleto eletrônico para terceiros, indicando outro CPF ou CNPJ, e ainda consultar as cobranças de outras pessoas. "Isso poderá acontecer, por exemplo, quando os pais quiserem verificar as cobranças escolares emitidas em nome dos filhos", diz Joaquim Kavakama, superintendente da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Somente serão exibidos os boletos com autorização prévia. "A exibição só acontecerá depois que o cliente informar ao banco quem poderá vê-los." Por trás do boleto eletrônico, funciona um sistema central, operado na CIP e que relaciona os boletos aos correntistas.

O projeto, batizado de Débito Direto Autorizado, ou DDA, promete ser a grande novidade tecnológica dos bancos em 2009. Um de seus principais objetivos é o combate às fraudes. Atualmente, várias quadrilhas interceptam as correspondências, adulteram o código de barras e criam um boleto idêntico ao original, mas com a conta de destino diferente. Quem paga nem nota e acaba repassando dinheiro aos criminosos. Empresas com boletos fraudados chegam a perder 500 000 reais por mês, segundo dados extraoficiais. Outros impactos do projeto estão na redução dos gastos com papel e impressão. Segundo Caio Canton, superintendente executivo do Citibank, o custo de impressão e postagem de um boleto para os bancos fica entre 20 e 25 centavos - mais de 500 milhões de reais, conforme dados de 2008. "Esses custos tendem a zero com o boleto eletrônico", diz. Para a Unilever, cliente do Citi e emissora de cerca de 150 000 cobranças mensais para clientes corporativos, é uma oportunidade e tanto, já que o corte nos custos de impressão poderá render uma renegociação do contrato com o banco. A empresa de logística e fretes DHL emite cerca de 9 000 faturas todos os meses, e também vê o corte de custos de entrega como um dos pontos positivos do projeto, já que chega a pagar até 60 centavos por boleto que vai para as regiões mais distantes. "A agilidade na entrega e a certeza do recebimento é outra vantagem", diz o diretor financeiro Marcos Steffen. Os bancos acreditam que o e-boleto também melhorará o serviço prestado nas agências. Apesar do crescimento da internet, as transações nos caixas comuns cresceram 12,5% nos últimos oito anos, de 4 milhões em 2000 para 4,5 milhões em 2008. "À medida que os boletos eletrônicos se popularizam, os bancos podem usar sua rede para operações mais complexas", diz Rodrigo Caramez, do HSBC, que opera 924 agências no Brasil.

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