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10/06/2009 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas vendem áreas no Carandá com procuração falsa

Por: Aline Queiroz


Nova modalidade de golpe colocou em alerta a Polícia Civil, que há um mês investiga a atuação de um grupo que já causou prejuízos de R$ 50 mil a R$ 100 mil a campo-grandenses. Com procurações falsas, estelionatários venderam terrenos que não eram deles às vítimas. Foram comercializadas áreas na região do Bairro Carandá Bosque, ponto nobre da Capital.

De acordo com o delegado da Dedfaz (Delegacia Especializada de Defraudações e Crimes Fazendários), Carlos César Constantino, junto aos cadastros da prefeitura e de cartórios, os integrantes do grupo faziam o levantamento de donos de terrenos que não moram em Campo Grande. Com os nomes dos verdadeiros proprietários, eles faziam documentos falsos e se passavam por donos das áreas.

Estes documentos eram entregues a outro golpista, que tinha uma procuração que dava direito à venda dos terrenos em nome dos proprietários. Trata-se de procurações reconhecidas em cartório, contudo, eles escolhiam cartórios diferentes dos quais os proprietários tenham registro.

No entanto, os donos verdadeiros nem sequer sabiam que tinham vendido os terrenos. Por meio de anúncios de jornal ou imobiliárias as áreas eram oferecidas.

Em muitos casos, somente quando o carnê do IPTU (Imposto Predial Territorial e Urbano) não chegava aos verdadeiros donos para efetuarem o pagamento eles descobriam o golpe.

Trama – Para convencer aos compradores a fechar negócio, os estelionatários faziam ofertas de terrenos abaixo do valor de comércio. Áreas que valiam R$ 100 mil eram vendidas por R$ 80 mil.

Com objetivo de dar credibilidade à história criada, os golpistas diziam aos compradores que o preço estava mais baixo porque os donos estavam com familiares doentes ou precisavam e dinheiro rápido para viajar.

Os autores apresentavam às vítimas documentos em nome dos verdadeiros donos, também para tornar a história mais real.

Segundo o delegado, em alguns casos, os terrenos chegaram a ser escriturados.

O caso começou a ser descoberto quando o funcionário de um cartório questionou o golpista e ele abandonou o local sem realizar o serviço. O caso foi encaminhado à Dedfaz, que passou a investigar o golpe.

Envolvidos no estelionato já estão presos, porém, os nomes não são divulgados para não comprometer as investigações. Ainda não é possível precisar quantas golpistas integram o bando.

Eles responderão por crimes de falsidade ideológica e estelionato.

Vítimas – O delegado explica que em algumas situações houve intermediação de corretores na venda dos terrenos. As pessoas que compraram terrenos de falsos donos deverão procurar os corretores para tentar sair do prejuízo.

Alerta – A Polícia orienta que as pessoas procurem sempre um advogado ou corretor para tentar evitar os golpes e que se desejarem comprar terrenos por meio de procuração que desconfiem dos documentos. “Ninguém dá procuração a estranhos”, completa.

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