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08/06/2009 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF investiga suposta fraude no Senado

Federais vão apurar se ocorreu irregularidade em empréstimo consignado.

Por decisão do Ministério Público Federal, a Polícia Federal (PF) terá o monopólio da investigação do suposto esquema de fraude em contratos de empréstimos consignados do Senado com instituições financeiras.

OMinistério Público rejeitou o pedido da Polícia do Senado para prorrogar o inquérito que analisava as suspeitas contra o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi. A justificativa é de que o caso “ultrapassa o âmbito do Senado”.

A investigação será administrada pelo delegado Gustavo Buque, que já presidia um inquérito sobre esse assunto – que inclui a suspeita de que o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia teria chefiado um suposto esquema de desvio de recursos em contratos terceirizados do Senado.

O delegado terá de decidir se mantém ou não os indiciamentos da Polícia do Senado. No inquérito, Zoghbi foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção passiva, assim como seu filho, Marcelo Zoghbi, e os empresários Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias. Eles são donos da empresa Contact, que intermediava as operações de crédito para o Senado.

A parceria da Contact, da DMZ Consultoria Empresarial e da DMZ Corretora de Seguros com o Senado teria sido responsável pelo faturamento de R$ 3 milhões registrado pelas empresas.

Ex-babá teria assinado papeis sem conhecer o conteúdo

O inquérito aberto pela Polícia do Senado investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos que envolveria o ex-diretor e empresas laranjas. A ex-babá de Zoghbi, Maria Izabel, é proprietária de três empresas que intermediavam as operações de crédito para o Senado. Maria disse ter assinado documentos a pedido de Marcelo Zoghbi sem conhecer seu teor.

Segundo agentes da PF que participam das investigações, parte do material recolhido na Operação Mão-de-Obra, que apurou fraudes em licitações do Senado, também será utilizada. A operação desmontou em 2006 um esquema de fraude em licitações.

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