Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

07/06/2009 - Correio de Uberlândia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Promiscuidade sem fio

Por: Alexandre Henry


Nunca gostei de compartilhar roupa íntima. Aliás, nunca gostei de compartilhar roupa em si. Sempre tive comigo que os riscos dessa troca são muito grandes e que não compensam os benefícios. Já pensou pegar uma doença por causa do uso do calção de banho de um amigo? Outra coisa que não compartilho é o barbeador. Depois de ver uma reportagem na qual se falava da quantidade de doenças que se pode pegar usando o barbeador alheio, acostumei-me a deixar a barba crescer um pouco quando não tenho uma lâmina por perto.
Pois bem, dias atrás eu fui a uma loja comprar um novo roteador para a minha internet sem fio de casa. Ao perguntar ao vendedor se aquele modelo em vista era bom, ele disse que sim e que muita gente estava comprando para compartilhar entre os vizinhos a mesma internet. Um mantém o roteador em sua casa e distribui a senha para os vizinhos mais próximos, para racharem os custos do acesso. Legalmente, não sei dizer se isso é correto, pois não me lembro dos termos dos contratos de provimento de internet. Mas, na prática, esse compartilhamento se assemelha ao uso comunitário de uma roupa íntima ou de um barbeador. A diferença é que, ao em vez de pegar uma doença, você corre o risco de pegar alguns anos de cadeia. O volume gigantesco de processos criminais que passa pelas minhas mãos envolvendo delitos na internet é impressionante. Muita gente usa a rede para retirar valores indevidamente de contas bancárias, para fazer compras com cartões de crédito de terceiros, para caluniar, difamar e injuriar tudo e todos e, claro, também para praticar pedofilia. Sabe qual é um dos primeiros passos nas investigações para se descobrir a autoria? Rastrear qual o IP que fez o acesso. Em palavras mais simples, a polícia busca descobrir de qual computador partiu a fraude bancária ou o envio das fotos com pornografia infantil. E, quando você compartilha um mesmo acesso por meio de uma rede sem fio, corre o risco de levar a fama sem ter ido para a cama. Nessa brincadeira, até você conseguir explicar que focinho de porco não é tomada, sua vida pode virar uma confusão sem fim.
Quem te garante que seu vizinho é tão correto no uso da internet quanto você? Quem te garante que ele não tem perversões sexuais consideradas criminosas? Que ele não ofende a honra ou a moral de alguém pela rede? Que ele não faz transações financeiras eletrônicas fraudulentas? Por essas e outras, eu não compartilho minha rede sem fio com ninguém. A famosa frase do “barato que sai caro” pode cair como uma luva nesse caso. Melhor gastar um pouquinho mais com a conta de internet do que uma fortuna com advogados.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 330 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal