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06/06/2009 - RTP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clientes assinalam investigação "tardia" a antigos gestores do BPP


Os clientes do BPP concentrados há cinco dias na sede da instituição em Lisboa consideram "muito animadoras" as notícias do arresto de bens do antigo presidente executivo João Rendeiro e de outros dois antigos gestores. O fundador do banco nega ter contas em paraísos fiscais, mas os representantes dos clientes afirmam que a investigação "apenas peca por tardia".

João Rendeiro, fundador e antigo presidente executivo do Banco Privado Português e dois antigos administradores estão a ser investigados por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de contabilidade e abuso de confiança. As buscas efectuadas sexta-feira na sede da instituição financeira e nas instalações da sociedade de advogados PLMJ, que tem como sócio José Miguel Júdice, presidente da Assembleia-Geral da Privado Holding, acabaram com o arresto de bens dos antigos gestores.
Um dos advogados da PLMJ acabou mesmo por ser constituído arguido, uma medida que a sociedade descreveu, em comunicado citado pela agência Lusa, como "puramente instrumental". Isto porque a apreensão de documentos em escritórios de advogados, por parte do Ministério Público, "só é possível com a prévia constituição de um advogado como arguido".

Na sede do BPP, os agentes da Polícia Judiciária apreenderam documentos relativos a contas ligadas a João Rendeiro e aos dois antigos administradores. Aplicações que estarão associadas a paraísos fiscais. Contactado pela RTP, João Rendeiro afirmou que não possui quaisquer contas em off-shores. Indicou também desconhecer, por ora, o congelamento de contas e o arresto de bens decretado a pedido do Departamento de Investigação e Acção Penal.

A Procuradoria-Geral da República confirma que as buscas tiveram lugar no quadro de inquéritos criminais relacionados com a anterior gestão do BPP. Quanto às medidas aplicadas a Rendeiro, o organismo tutelado por Pinto Monteiro sublinha a necessidade de evitar eventuais dissipações de património.

"A justiça peca por tardia"

Entre os clientes concentrados em Lisboa - com as contas congeladas há mais de seis meses - "justiça" é a reivindicação mais ouvida.

"São notícias muito animadoras para a nossa causa, porque nós acreditamos que não pode haver uma solução sem haver justiça. De qualquer modo, pensamos que a justiça peca por tardia. Tudo o que está a acontecer neste momento já devia ter acontecido a partir do dia 1 de Dezembro do ano passado", declarou à RTP Rui Ribeiro, do movimento de clientes de retorno absoluto do BPP.

Na mesma linha, Luís Miguel Henrique, advogado da Associação de Clientes do BPP, lembra que foram apresentadas queixas-crime desde Dezembro de 2008, pelo que "apenas peca por tardio que algumas destas situações, nomeadamente o arresto das contas, tenha sido efectuado".

"A palavra chave, aqui, é eficiência", concluiu o advogado, citado pela agência Lusa.

Os organizadores da acção de protesto junto à sede do BPP na capital esperam reunir até domingo mais 200 manifestantes no local.

"Vêm pessoas de todo o lado, de Coimbra, do Porto de Espanha e pensamos que amanhã vai ser o dia mais forte em termos de protestos", adiantava ao início da tarde de sábado um dos clientes envolvidos na concentração. Em directo para o Jornal da Tarde, Paulo Jorge prometeu ainda novas acções de protesto para a próxima semana.

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