Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

03/06/2009 - Alagoas 24 horas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilhas fraudavam R$ 204 mil por mês em benefícios do INSS

Por: Cláudia Galvão e Flávia Duarte


Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira, dia 3, o superintendente adjunto da Polícia Federal em Alagoas, Nilton Ribeiro, delegado federal Delano Cerqueira, o assessor de pesquisa estratégica e gerenciamento de risco da Previdência Social, Dilmar Pregardier, além da superintendente da regional nordeste da previdência, Maria Alice, na sede da PF em Alagoas, forneceram as informações sobre a Operação Denário, desencadeada na manhã de hoje nas cidades de Palmeira dos Índios, Arapiraca, Batalha e Olho D’água das Flores.

A operação, que contou com a participação de mais de 100 agentes da polícia federal, cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens expedidos pela 8ª Vara Federal em Arapiraca. Segundo os gestores, o grupo investigado falsificava documentos (certidões de nascimento e contratos de comodato) no interior do Estado, que depois eram utilizados na obtenção de benefícios fraudulentos – auxílio doença, aposentadoria especial rural e benefício assistencial por incapacidade – junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A fraude foi descoberta a partir do cruzamento de dados entre as unidades do INSS, que é realizada sistematicamente pela gerência. De acordo com um levantamento prévio, as duas quadrilhas desbaratadas hoje lesavam a Previdência Social em cerca de R$ 204 mil mensais. As organizações criminosas, que agiam há pelo menos dois anos no Estado, teriam lesado os cofres públicos em mais de R$ 3,2 milhões.

Entre os 14 presos durante a operação – cujas identidades não foram reveladas pela PF, está o presidente de um dos sindicatos de trabalhadores rurais de Palmeira dos Índios, uma médica psiquiatra, além de despachantes previdenciários. A psiquiatra, aliás, desempenharia papel fundamental na quadrilha concedendo atestados falsos.

Os acusados responderão aos crimes de formação de quadrilha, estelionato e uso de documentos falsos. Os crimes preveem pena de 13 anos de reclusão. Quanto aos falsos beneficiários, poderão ser enquadrados nos crimes de obtenção de vantagem ilícita por uso de documentos falsos. A justiça federal já determinou o bloqueio dos bens de todos os envolvidos.

Segundo os gestores da Previdência Social, nenhum benefício será suspenso até que seja realizada nova perícia. De acordo com Pregardier, Palmeira dos Índios apresentava número maior de benefícios por invalideza - proporcionalmente - do que Maceió. Ao todo, 580 benefícios estão sob suspeita do INSS.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 385 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal