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29/05/2009 - Hoje Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais da metade de grupo de golpistas reside em goiás

Por: Wanessa Rodrigues


A Polícia Federal em Brasília (PF) prendeu 45 pessoas em Goiás suspeitas de envolvimento em casos de clonagem de cartões de crédito, de cheques e desvio de dinheiro de contas bancárias por meio da internet. As prisões ocorreram durante a Operação Trilha, deflagrada na manhã de ontem em 12 Estados e no Distrito Federal (DF). A PF identificou 1,5 mil pessoas que emprestavam contas bancárias para os golpistas, sendo que a maioria é de Goiás. Todos foram identificados e serão indiciados. Um dos sete programadores presos é de Goiânia.

A PF em Goiás informa que foram apreendidos com os suspeitos do Estado15 veículos e uma moto. Os mandados foram cumpridos em Anápolis, Caldas Novas, Itaberaí, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira e Goiânia. Conforme a PF em Brasília, a grande maioria dos golpes aplicados em Goiás diz respeito às fraudes aplicadas por meio da internet. Até o final da tarde de ontem, haviam sido presas 80 pessoas em todos os Estados investigados. A PF não revelou o valor das fraudes, mas adiantou que, durante um mês, apenas um dos suspeitos detidos furtou R$ 1 milhão.

Ao todo, foram mobilizados 691 policiais para cumprir 120 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e 136 de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pelo juiz federal da 12ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal. Um dos criminosos foi preso Maryland, nos Estados Unidos.

Conforme a PF em Brasília, as investigações foram iniciadas há cerca de um ano e revelaram que os integrantes da quadrilha utilizavam programas de computador para enviar falsas mensagens às vítimas e capturar senhas e contas bancárias. Eles também são suspeitos de instalar câmeras em terminais para filmar a senha dos clientes e outro dispositivo que clonar cartões.

Após obter as informações, o grupo realizava transferências para a conta de “laranjas”, compravam produtos pela internet e faziam pagamentos de boletos bancários. Os suspeitos serão indiciados por formação de quadrilha, furto qualificado mediante fraude, tentativa de furto e estelionato.

COLETIVA
Em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem, o superintendente da PF em Brasília, delegado Disney Rosseti, afirmou que a maioria dos suspeitos tem entre 20 e 30 anos, são de classe média, inteligente, entraram no crime conscientes. Ele observa que foram apreendidos carros de alto padrão, mas nenhum carro de luxo, pois esses criminosos não conseguem juntar dinheiro e cometem o delito para esbanjar. O delegado declara que um dos suspeitos chegou a dizer que “trabalhar para que, se eu ganho o dinheiro mais fácil do mundo”.

Rosseti afirma que mais da metade dos suspeitos presos é reincidente no crime, principalmente no crime cibernético. Segundo ele, um dos criminosos tem 60 passagens pela polícia. O delegado informa que mais de 500 pessoas e 15 grupos criminosos foram investigados. Ele considera os crimes praticados pela internet como uma nova modalidade de assalto a banco. O alerta é para que as pessoas não abram e-mails suspeitos e não recadastrar dados bancárias ou de cartão de crédito pela internet.

LARANJAS
Rosseti observa que os “laranjas” recebiam em torno de R$ 300 a R$ 400 para emprestar as contas aos golpistas. Ele afirma que essas pessoas participavam dos golpes conscientes e que, agora, podem responder como co-autores e por furto mediante fraude. Os suspeitos que já foram presos estão em seus respectivos Estados e serão levadas para a PF em Brasília.

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