Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

28/05/2009 - Decision Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Febraban aposta no uso de biometria em terminais de autoatendimento

Por: Paula Zaidan


O Grupo de Trabalho Biometria e a Subcomissão de Certificação Digital da Febraban estão concluindo a seleção de Universidades e Fornecedores que farão testes de soluções biométricas para sugerir o uso em ATMs nos bancos. O assunto foi debatido nesta quinta-feira, 28 de maio, em São Paulo, durante o Seminário Febraban de Certificação Digital e Biometria.

O objetivo da Febraban é sugerir às instituições financeiras o uso de soluções biométricas comuns, uma vez que há o compartilhamento de ATMs entre os bancos. “A ideia é adotar tecnologias de forma que não precisemos trocar os equipamentos, acoplando aparelhos biométricos nos próprios ATMs”, explica Francimara Teixeira Garcia Viotti, Coordenadora do Grupo de Trabalho Biometria e da Subcomissão de Certificação Digital da Febraban.

O interesse dos bancos é criar mecanismos que dificultem a ação de criminosos no roubo das informações de clientes e, por isso a Febraban desenvolveu esse estudo a partir do uso de biometria. De acordo com relatório anual da Febraban, em 2007 foram emitidos 93 milhõe de cartão de crédito. Além disso, foram realizadas mais de 2 bilhões de transações, sendo 13,8 bilhões de transações em terminais de autoatendimento nos mais de 60 mil ATMs instalados no País. “Esses números também dão margem para o crescimento de fraudes nesses equipamentos. A cada nova tecnologia, os criminosos avançam em recursos capazes de fraudar as informações dos clientes”, acrescenta Francimara.

Após um levantamento realizado pelo Grupo de Trabalho, a Febraban concluiu que as tecnologias de biometria de veia, voz, íris e digital serão as soluções escolhidas a serem analisadas pelas três universidades selecionadas. Elas realizarão testes práticos e também em laboratórios para obter uma medição de qual a melhor arquitetura a ser usada.

Com conclusão prevista para 2010, atualmente, o Grupo Trabalho da Febraban aguarda a proposta das universidades e está em fase de seleção dos fornecedores que trabalharão em um número limitado de equipamentos a serem testados.

“Nosso intuito é saber se é possível usar uma única solução para os bancos, embora não acreditemos que uma única tecnologia possa ser implementada porque cada banco possui uma necessidade ”, avalia Francimara.

No Bradesco, por exemplo, a solução adotada foi a biometria das veias, implementada em 2006 nos ATMs. “Há 20 anos estudamos diversos tipos de soluções biométricas. A digital não foi levada em consideração porque nossos clientes sentiram certo desconforto, mas não descartamos o uso dessa solução no futuro porque o governo quer unificar os dados do cidadão em um cartão de identificação digital, o projeto RIC”, reflete Jolivan Lopes Galvão Filho, gerente de Inovação do Bradesco.

Francimara defende o uso em massa da biometria digital. Para ela, a concretização do RIC está por vir. Ela lembra que a justiça já utiliza a tecnologia, como é o caso do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que no ano passado adotou a solução em quatro Municípios e projeta a sua adoção em 100 cidades nas próximas eleições.

Aurélio Ricardo Greco, papiloscopista da Polícia Federal, explica que embora diversas informações sobre o cidadão serão inseridas no RIC, a princípio os bancos não terão acesso à base de dados do Governo.

“O banco terá condições de trabalhar offline para saber se aquele cliente é ele mesmo durante a abertura de uma conta ou um financiamento de um veículo, por exemplo. Isso reduzirá a atuação de quadrilhas organizadas como a que pegamos no mês passado, quando foram apreendidos 850 kg de cocaína e os carros da escolta eram financiados por bandidos que usaram identidade falsificada para a compra dos carros”. Entretanto, Greco adverte: “o RIC não está isento a fraudes. É um sistema de identificação segura, mas a segurança nunca é 100% garantida”.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 375 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal