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24/05/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Guias de condução falsas a 2200 euros

Por: Marisa Rodrigues


Um ex-estagiário do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres é suspeito de vender guias de condução falsas a 2200 euros cada,nas zonas de Tavira e Lisboa, com a promessa de que os titulares iriam receber a carta mais tarde.

A Polícia admite a possibilidade de existirem várias dezenas de pessoas a conduzir na posse destes documentos falsificados, ou seja, sem estarem habilitados a conduzir. Quando adquiria as guias, a maior parte dos condutores - pessoas que não estavam dispostas a frequentar as aulas nas escolas de condução ou não conseguiam ser aprovadas em exame - julgava que ira receber a carta, o que nunca aconteceu.

Ao que o JN apurou, o "vendedor" está identificado pelas autoridades, mas ainda não foi localizado. Figura como "suspeito" no inquérito, que tem três arguidos. Há pessoas que pagaram mais de dois mil euros pelos documentos falsificados.

O caso está agora a cargo da Directoria do Sul da Polícia Judiciária, que confirma a investigação mas, por estar em curso, não adianta pormenores. O esquema foi descoberto por um agente da PSP de Tavira, numa fiscalização de trânsito de rotina, que se apercebeu de que estava perante uma guia falsificada. Pressionado, o condutor acabou por admitir a compra e denunciar o autor da falsificação.

O suspeito é um ex-estagiário do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e contava com a ajuda de funcionários de escolas de condução, que serviam de intermediários no negócio. Segundo apurou o JN, só a condutores de Tavira foram emitidas cerca de 80 guias, enquanto que na Grande Lisboa o número foi superior (mais de uma centena).

"António" (nome fictício), foi um dos que arriscou o negócio. O jovem, residente em Tavira, diz que estava consciente da falsificação e também do crime que cometia ao comprar o documento. Explicou que decidiu fazê-lo depois de ter chumbado no exame teórico e por "indicação" de uma funcionária da escola. "Ele (o "vendedor") dizia que a carta iria ser enviada pelo correio para minha casa. Não só não a recebi como o número que me foi atribuído era de um condutor já falecido", lamenta. Este dado (um número de carta de condução antigo) despertou a atenção do agente que o mandou parar e autuou. Estava, assim, dado o primeiro passo desta investigação.

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