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22/05/2009 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A crise e o crime organizado

Por: Silio Boccanera


Quando o livro McMafia foi lançado na Europa e no Brasil, conversei com o autor, Misha Glenny, sobre a expansão do crime organizado pelo mundo. É um assunto que nunca se esgota, pois os bandidos estão sempre um passo à frente da polícia, sobretudo no plano internacional, entre os grandes sindicatos globais que lidam com tráfico de drogas, contrabando de mercadorias falsificadas, fraude, prostituição além fronteiras.

Semanas atrás, Glenny se encontrou com outro especialista em crime organizado, o italiano Roberto Saviano, autor de Gomorra, sobre a atuação de dois grandes grupos criminosos de seu país, além da conhecida Máfia dos romances e filmes: a N’drangheta e a Camorra.

A conversa entre eles, bem como os dois livros que escreveram, fornecem um quadro assustador sobre a ação desses grupos que agem clandestinamente, à margem da sociedade legal, mobilizam grandes quantias, obtêm altos lucros e não hesitam em apelar para a violência para atingir seus objetivos.

Saviano diz que o submundo italiano reagiu à crise financeira internacional com um desvio de foco para uma área que antes desprezava: os bancos. As organizações criminosas querem aproveitar o aperto geral no sistema financeiro para injetar nos bancos dinheiro adquirido em atividades ilegais.

Nota que grupos italianos entraram na falsificação de euros. Um processo na Justiça de Nápoles demonstrou que a Camorra tinha contatos diretos na Casa da Moeda belga, onde se preparava para obter matrizes legítimas de produção da moeda européia.

Organizações criminosas investiram pesadamente no mercado imobiliário do Mediterrâneo, sobretudo Espanha, Grécia e Itália, envolvendo desde grandes prédios residenciais até vastos shopping centers.

Sobre a cooperação entre organizações criminosas, Saviano conta que grupos turcos fornecem armas aos italianos e espanhóis, em troca de cocaína.

A Galícia, no litoral atlântico da Espanha, ao Norte de Portugal, transformou-se de região de pescadores, comerciantes e pequenos proprietários em importante centro de comércio de drogas, onde os traficantes descarregam o produto.

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