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14/05/2009 - Agência Financeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Notas de 50 euros são alvo preferido das falsificações

Por: Rui Pedro Vieira

Números do primeiro trimestre são residuais.

Banco de Portugal diz que contrafacções têm por norma uma «qualidade bastante reduzida»

A nota mais contrafeita nos primeiros três meses do ano em Portugal foi a de 50 euros. A tendência é a mesma do ano anterior e vai contra a tendência dominante da Zona Euro, que tem na nota de 20 euros casos de contrafacção muito mais significativos. No entanto, «não há sinais de alarme».

Os dados são do «Boletim Notas e Moedas de Abril 2009», divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, que volta a revelar valores pequenos face às quantidades de dinheiro que circulam no país e na restante Europa.

As notas contrafeitas de 50 euros detectadas neste período e retiradas da circulação foram 881, com as de 20 euros a surgirem em segundo lugar, com 544 contrafacções apreendidas. Houve ainda 195 notas falsas de 100 euros, 125 de 10 euros e 119 de 200 euros. Quanto às de 500 euros não se registou nenhum caso. No total, no primeiro trimestre, houve 1.895 notas contrafeitas.

Já no total da Zona Euro, foram apreendidas 95.843 notas de 20 euros, 66.073 notas de 50 euros e 28.163 notas de 100 euros. No total, a contrafacção contemplou 197.553 notas.

O documento do Banco de Portugal alerta ainda para a genérica má qualidade das técnicas de falsificação utilizadas no país: «As contrafacções apreendidas em Portugal têm por norma uma qualidade bastante reduzida, em virtude do seu meio de reprodução ser o inkjet.»

Nas moedas, área em que a falsificação se apresenta com valores ainda mais residuais, a denominação mais contrafeita em Portugal no período em análise foi a de 2 euros (com 222 ocorrências), seguida da de 50 cêntimos (com apenas 27). No total, foram apreendidas 259 moedas irregulares.

Apesar disso, se se analisar o total do ano de 2008 houve um crescimento de 43% relativamente a 2007, correspondente a mais 240 contrafacções de moeda metálica detectadas pelos sistemas de verificação de autenticidade do Banco de Portugal.

Já na Zona Euro, no total do ano passado, houve um recuo de 7% nas moedas contrafeitas detectadas na circulação em comparação com o ano de 2007, para um total de 211.100 moedas.

Como detectar uma nota e moeda falsas

A nota de euro possui elementos de segurança a ter em conta e que permitem avaliar a autenticidade de uma forma rápida. A metodologia assenta nos princípios «Tocar-Observar-Inclinar».

Segundo esta técnica, o utilizador deve sentir as partes do desenho impressas «em relevo», dado que os processos especiais de impressão conferem às notas um toque único. No verso, se se inclinar a nota, deve-se observar o brilho da banda iridescente (nas de 5, 10 e 20) ou o elemento que muda de cor (nas restantes).

Ao inclinar a nota, vê-se na frente uma imagem na banda laminada (nas de 5, 10 e 20) e no elemento laminado (nas restantes).

À transparência, na frente e no verso, são ainda visíveis nas notas verdadeiras a marca de água, o filete de segurança e o registo frente/verso.

Além disso, há que ter em conta o número de série da nota, que é único e impresso duas vezes no seu verso, no canto inferior esquerdo e no canto superior direito. O número contempla 12 elementos, uma letra e 11 dígitos, sendo que a letra corresponde ao país responsável pela produção da nota (no caso português é o «M»).

No caso das moedas, comparar torna possível o despiste da maioria das notas contrafeitas, alerta o Banco de Portugal. Para tal, deve-se analisar os elementos de segurança, ou seja o relevo, o bordo e as propriedades magnéticas, em comparação com uma moeda genuína da mesma denominação e face nacional.

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