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13/05/2009 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Responsáveis pela Adonai Moving negam fraudes a clientes

Express Moving volta atrás em acordo com a Adonai em liberar conteiners parados no Brasil.

Ainda continua repercutindo a notícia da falência da empresa Adonai Moving. Após a publicação da reportagem pelo Comunidade News, o dono da empresa, Paulo Pepe, assim como os demais responsáveis pelos escritórios de New Jersey, Massachusett e Flórida, entraram em contato com a redação para explicar os motivos que levaram a empresa a encerrar as operações.

Paulo Pepe, fundador e proprietário da Adonai Moving, negou que o fechamento da empresa tenha sido uma ação planejada no sentido de lesar os clientes. Segundo ele, uma combinação de fatores entre multas no Brasil, baixa do dólar frente ao Real e redução do número de clientes teriam sido as causas que levaram a empresa a ficar sem fluxo de caixa.
“Somente num período de 45 dias, entre agosto e setembro de 2008, a empresa teve que pagar cerca de U$300 mil de multas no Brasil. Este foi o início de todos os problemas”, disse Paulo.

O empresário disse ainda que durante três meses buscou solução para os problemas financeiros da empresa, incluindo a opção de venda ou entrada de investidores, porém sem sucesso. Durante cerca de oito meses a empresa continuou a operar no mercado, mesmo não podendo liberar os conteiners que já estavam parados no Brasil.

Segundo Paulo, a dívida da Adonai Moving gira em torno de U$170 mil somente nos Estados Unidos. No Brasil o número pode chegar a milhões de reais. Este é o calculo que a Express Moving chegou depois de ter feito um acordo de liberar as caixas pendentes da Adonai. Moacir Sant’Anna, proprietário da Express Moving, que foi sócio da Adonai na Flórida até março de 2008, quando abriu a própria empresa de transporte, disse que estaria voltando atrás no acordo de assumir a responsabilidade em entregar todas as caixas pendentes devido ao montante da dívida no Brasil que é maior do que ele esperava.

“Quando nós chegamos no Brasil, a dívida da Adonai não era somente no porto. Tem muitas outras dívidas com transportadoras e pessoas influentes que infelizmente bloquearam as liberações (dos conteiners) no Brasil. Ninguém conseguia tirar mais nada dos portos e foi por isso que nós voltamos atrás”.

“Sinceramente, estou arrependido de ter feito este acordo. Eu não vejo como todos os conteiners poderão ser liberados. A dívida é muito alta”, disse Moacir, que afirma existir atualmente cerca de 60 conteiners da Adonai detidos no Brasil, do qual pelo menos um em processo de leilão.
No entanto, ele diz que existe uma pessoa no Brasil que poderá liberar os conteiners, mas não especificou quem é esta pessoa e em quais condições a liberação ocorreria.

Moacir disse ainda que as caixas dos clientes que ainda se encontram nos Estados Unidos, com exceção de Massachusetts, poderão ainda chegar ao Brasil, mas será necessário pagar uma taxa de U$100. Ele explica que está usando a estrutura e logística da sua empresa para fazer com que estas caixas cheguem a seus destinos no Brasil. “Nós temos cerca de 600 caixas da Adonai em nosso depósito na Flórida. As pessoas poderão ligar para o nosso escritório para saber se a sua caixa está lá”, disse Moacir. O telefone de contato da Express Moving é: 1 888 268-8882. O rastreamento da caixa ainda pode ser feito pelo website da Adonai. www.adonaimoving.com.

Ex-gerentes se defendem
Com a falência da Adonai Moving, os ex-gerentes dos escritório de Massachusetts, Flórida e New Jersey dizem não terem sido sócios da empresa. Felipe Macedo e Fabiano Bezerra negaram que tiveram qualquer responsabilidade no fechamento da Adonai. Ambos tinham participação societária na empresa de forma informal e controlavam as finanças das filiais até setembro de 2008, quando todo o controle foi centralizado na matriz em Atlanta.

“Eu fui totalmente contra a mudança, pois a partir deste momento nós perdemos totalmente o controle de pagamentos e liberações dos conteiners”, disse Fabiano, que deixou a empresa em janeiro deste ano.
Em entrevista por telefone do Brasil, Felipe, que gerenciava a filial de Massachusetts, disse que ficou sem receber salários desde o início do ano. Ele também nega que sabia dos problemas financeiros da Adonai.

Brasileiros relatam drama
Grávida de quatro meses, Daiana Palo saiu do Brasil para fazer as compras de seu enxoval nos EUA. Com a recomendação da cunhada que mora há 10 anos em Massachusetts e que já havia utilizado os serviços da Adonai, Daiana enviou três caixas e esperava receber a mercadoria antes do nascimento do filho. Sete meses depois Daiana ainda espera as caixas, mesmo sabendo que as mercadorias para a filha não servirão mais.

Ela ainda tem esperanças de recuperar as caixas, mesmo sabendo que será difícil. “A esperança é a ultima que morre, hoje já não fico mais ligando para os USA como fazia há um mês, mesmo tendo muitas coisas nas caixas na qual minha filha já nem vai mais usar como roupinhas. Quero poder ter as coisas que escolhi com tanto carinho para o quarto dela. Enfim o que for possivel eu farei para ter minhas caixas”, disse Daiana em entrevista por email ao Comunidade News.

Mais do que objetos que podem ser substituídos, muitos correm o risco de perder a história de uma vida no exterior. Carlos enviou sua mudança em outubro de 2008 quando retornou definitivamente para o Brasil. Nas caixas, fotos de família, documentos, DVD’s que não podem ser substituídos. “A história da minha família está lá, quando moramos em New Jersey. Toda a minha mudança, roupas dos meus filhos, enfim tudo, documentos e lembraças que não tem preço”, disse Carlos.

Alexim volta ao mercado
A empresa de mudança Alexim Moving que no ano passado também deixou de entregar milhares de caixas, disse em comunicado oficial, que deixou de cumprir os compromissos nas entregas das caixas devido a problemas financeiros causados por uma transportadora de Taboão, interior de São Paulo. A empresa ainda afirma que voltou a fazer a liberação das caixas. “Nas ultimas semanas, aproximadamente 1200 volumes foram liberados, os quais já estão sendo entregues a seus destinatários no Brasil. Temos previsão de liberação de aproximadamente mais 1000 volumes ainda neste mês de maio de 2009”, diz o comunicado.
Em 2008, uma ação coletiva contra a empresa foi iniciada pelo clientes de Massachusetts, na tentativa de reaver as caixas coletadas pela empresa e que nunca foram entregues.

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Comentários


Autor e data do comentário: kelvin wolff - 30/06/2009 22:28

Também sou um desses que foi ludibriado pela empresa adonai, mandei uma caixa somente,mas estava cheia de lembranças,objetos pessoais e coisas que pertencem a mim e ninguém tem o direito de reter isso e leiloar,eu mandei a minha de Massachusetts e espero que realmente possamos unir nossas forças e pensamentos(maybe a lawyer too)e terminar de vez com esses idiotas corruptos que ainda estão por aí pensando no próximo golpe que darão... se não tomarmos uma atitude agora,qualquer um poderá fazer o mesmo ou pior na próxima vez,se houver algum advogado que tenha sido afetado direta ou mesmo indiretamente por esse golpe sujo, por favor, VAMOS NOS MOBILIZAR !!!!!!!!!!!!! Alguém tem de por um fim nisso, somente uma reportagem no FANTÁSTICO parece não ter sido suficiente para resolver as coisas, e quanto às leis, não temos direito a nada? Como podemos recorrer à justiça e conseguir respostas e resultados?Será que ainda existe justiça no Brasil? Quem está do nosso lado?


Autor e data do comentário: Alice Ebner - 28/05/2009 20:06

Eu tambem mandei pela Adonai toda uma vida de quase 30 anos nos EUA. Resolvi voltar para o Brasil depois de um divorcio que me faliu em todos os sentidos. O que sobrava da minha vida foi o que a Adonai levou, mais os US$6,000.00 que tive que pagar pelo servico nao prestado.
Para as nossas coisas serem liberadas no Brasil o que precisamos e o numero do "Bill of Lading" e talvez a lista dos remetentes de cada container. Temos que apelar junto aos que tem acesso a esta informacao para a liberacao da mesma.
Espero que os lesados, como eu, possam se unir, num esforco comum, para a recuperacao dos nossos pertences.



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