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27/11/2006 - Jornal Folha de Boa Vista Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ciganos são presos por aplicar golpe do ouro falso na cidade

Por: Vaneza Targino


Uma quadrilha que estava aplicando um golpe com jóias de ouro falso foi presa na tarde de ontem pelos agentes do 4º Distrito Policial (DP). Fazem parte da quadrilha 15 pessoas, sendo oito homens e sete mulheres, que se identificaram como ciganos e estariam em Boa Vista há pouco mais de quatro dias.

Antes da prisão de todos os acusados, a Polícia Militar conduziu apenas uma mulher que havia vendido uma aliança como ouro a uma senhora de idade, mas que na verdade se tratava de bronze.

Durante o dia, quatro vítimas se apresentaram ao 4º DP e cada uma comunicou que comprou um anel ou aliança, como se fosse ouro. Depois de constatar que era bronze e vítimas de um golpe, decidiram denunciar à polícia.

Em seguida, o delegado plantonista Cristiano Paes Guedes solicitou uma diligência para localizar os autores do crime e os agentes encontraram um acampamento próximo à entrada do bairro Raiar do Sol, na BR 174, numa construção abandonada, que estava sendo ocupada pelos acusados. Eles foram todos conduzidos ao plantão. No local, ainda foi encontrado todo o material artesanal para fazer os anéis de metal. O material era extraído de bicos de câmara-de-ar de pneus de caminhão.

O delegado informou à Reportagem da Folha que em princípio acreditava que era somente uma autora do crime, porém nas investigações foi identificada uma quadrilha de estelionatários, que estariam cometendo o crime no bairro Senador Hélio Campos e nas proximidades. “Os homens são os responsáveis em fabricar as jóias e as mulheres saiam às ruas para vender os anéis e aplicavam o golpe em pessoas humildes”, destacou.

Duas testemunhas contaram à Reportagem como foram abordadas pelas mulheres. A agricultora Maria de Oliveira Souza, 60, foi a primeira vítima a procurar a polícia, a pedido de seu filho. Ela relatou que estava a caminho de sua casa, no bairro Senador Hélio Campos, por volta das 7h, quando foi abordada por uma mulher que disse estar passando muita necessidade e estaria vendendo a sua aliança.

“Como sou uma pessoa caridosa, senti muita pena dela, porque ela disse que a sua casa tinha incendiado, estava passando por dificuldades e ainda estava com um filho operado. Então, ela me cobrou R$ 250,00 pelo anel, só que eu tinha apenas R$ 150,00. Dei o dinheiro e fiquei com o anel. Depois de falar com meu filho, ele me alertou que poderia ser ouro falso. Mas, parecia muito com ouro, nisso peguei com ela R$ 50,00 de volta e disse que daria o restante do dinheiro somente depois de testar o anel”, lembrou.

Logo que a vítima do golpe questionou se a aliança realmente seria de ouro, a estelionatária disse que confiaria em deixar para receber o restante do pagamento no outro dia. “O meu filho ficou muito desconfiado se a aliança seria ou não de ouro. Então, achamos melhor levar o caso para a polícia”, reforçou.

Uma outra vítima, a manicure Nelcy Leão Ladislau, 33, também prestou depoimento ao 4º DP e informou que apesar de ter percebido que o anel não era de ouro pagou R$ 20,00 pela aliança para ajudar a mulher, que chorou na sua frente, por alegar estar passando por muitas dificuldades com filho internado no hospital, precisava comprar remédios e a sua residência teria incendiado.

ACUSADOS – Os acusados dos crimes declararam à Reportagem da Folha que são ciganos e estariam em Boa Vista há pouco mais de quatro dias, vindos do Estado do Piauí. Alegaram que todos fazem parte de uma mesma família e que as jóias, vendidas pelas suas respectivas esposas, não eram realmente de ouro e que não omitiam a informação para as pessoas que compravam.

Foram presos Jardel Pereira da Silva, 44; Rubenilson da Conceição, 20; Francisco Maurício Alves Henrique, 34; José Romão Batista de Souza, 31; José Beto de Araújo, 28; Raimundo Pereira da Silva, 27; José Rumão Pereira, 55, e Ruberlande Soares da Silva, 27.

As sete mulheres, responsáveis em vender as jóias e acusadas dos crimes são: Francilene Pereira da Silva, 37; Vanda Maria Gomes, 29; Rosimeire Pereira da Silva, 22; Sônia Braga Pereira de Carvalho, 23; Maria Zilda Rodrigues, 39; Delci Duarte, 24, e Darcila Alves Feitosa, 25.

O delegado Cristiano Paes Guedes informou que todos os ciganos foram autuados em flagrante pelo crime de formação de quadrilha, de acordo com o artigo 288, do Código Penal Brasileiro (CPB). As mulheres identificadas por ter cometido o crime de estelionato foram autuadas em flagrante, conforme do artigo 171, devido ao consumo. Já as demais, responderão pelo crime de tentativa de estelionato, combinado com o artigo 14, inciso 2, do CTB, devido ter iniciado a execução, que não se consumiu por circunstâncias alheias à vontade. Ainda ontem, todos foram conduzidos à Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (PA).

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