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11/05/2009 - Convergência Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MPF/PE denuncia quadrilha que clonava cartões bancários


O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) denunciou à Justiça Federal 11 pessoas envolvidas num esquema de saques e compras fraudulentos em estabelecimentos comerciais, após clonagem dos cartões bancários dos titulares.

A denúncia foi ajuizada pelo procurador da República Luciano Rolim, num desdobramento da Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Federal em abril, quandos foram realizados mandados de busca, apreensão e prisão em Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A quadrilha era liderada por Raimundo Nonato de Lima, atualmente custodiado no Presídio Aníbal Bruno, e Diego Joaquim Duarte de Lima, que se encontra no Centro de Observação e Triagem (Cotel). Para a execução das fraudes, o grupo acoplava, nos caixas eletrônicos da CEF, dispositivos conhecidos como “chupa-cabra”, que possibilitavam a obtenção dos dados magnéticos e senhas dos cartões utilizados.

O processo de obtenção de senhas também era reforçado com o uso de microcâmeras. Os dados eram repassados para cartões “genéricos”, com anotações das senhas correspondentes a partir das imagens captadas pelas câmeras. Foi apurado, ainda, que os acusados tiravam proveito do convênio existente entre a CEF e as casas lotéricas, que permitem a realização de saques e pagamentos apenas com o uso do cartão bancário, digitação de senha numérica – sem a necessidade da senha formada por letras – e data de nascimento dos correntistas.

A data de nascimento dos correntistas era obtida por funcionários terceirizados da CEF que exerciam atividades típicas dos empregados da Caixa, o que caracteriza desvio de função, em desrespeito à regra constitucional que exige concurso público em empresa pública.

Os terceirizados Vitor Hugo Pereira Gabriel e Luciana Pereira dos Santos eram contratados pela empresa Brasília Informática e trabalhavam em agências nas cidades de Icaraí (RJ) e Niterói (RJ), respectivamente. Os dados obtidos eram repassados a Mário Cézar Costa, conhecido como Marinho, que os encaminhava à quadrilha.

A quadrilha é acusada da subtração de valores de contas mantidas por terceiros em agências da Caixa Econômica Federal (CEF) em diversos municípios do país. As apurações do MPF indicam que o grupo atuava no Recife pelo menos desde 2007.

Na época, Raimundo Nonato, então beneficiado por regime aberto determinado por condenação anterior, foi preso em flagrante ao instalar um “chupa-cabra” em terminal da CEF. Os membros da quadrilha não tinham endereço fixo no Recife, hospedando-se em diversos hotéis e pousadas na cidade.

Além dos denunciados que se encontram custodiados no presídio Aníbal Bruno e no Cotel, os demais, que não estão presos, estão distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. Os crimes atribuídos aos membros do grupo são de furto qualificado por fraude e formação de quadrilha.

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