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11/05/2009 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

De Sanctis fala sobre ‘lavagem’ de dinheiro

Por: Lisiane Linhares

Diante de uma platéia lotada, o magistrado disparou: ´Isso é um sinal. Um bom sinal de que o País tem sede de Justiça´.

Nem parecia o início de um fim de semana. Do lado de fora, uma tarde ensolarada, bem distante dos dias nublados que já estavam virando rotina na Capital cearense. Dentro do Centro de Convenções, centenas de jovens estudantes reunidos não para um show, mas para o encerramento de um congresso jurídico. A situação chamou a atenção do juiz Fausto de Sanctis que ministrou a palestra final do Direito 2009, que, dos dias 7 a 9 últimos, contou com a participação de renomados nomes do cenário jurídico local e nacional no Centro de Convenções do Estado do Ceará.

Conhecido e respeitado pela notoriedade de suas ordens de prisão, que ganharam grande repercussão na mídia envolvendo empresários como o banqueiro Daniel Dantas e Eliana Tranchesi, dona da sofisticada butique Daslu, ele se mostrou surpreso com a lotação do auditório. “Deve haver alguma coisa errada. Tantas pessoas reunidas aqui numa tarde ensolarada, numa quase noite de lua cheia e em uma terra de praias exuberantes. Mas isso é um sinal. Um bom sinal de que este País tem sede de Justiça”, comenta de Sanctis.

Com uma presença que contrariou todas as recomendações do sistema judiciário, que pede o seu distanciamento de entrevistas e conferências, o magistrado esteve em Fortaleza para falar sobre “Direitos fundamentais: o papel do judiciário e o crime de ‘lavagem’ de dinheiro”. Apesar de não se considerar um especialista em lavagem de dinheiro nem um “prendedor de bandidos de colarinho branco”, ele defende que em um mundo onde as mudanças acontecem em grande velocidade e as fronteiras nacionais estão cada vez menos delimitadas, é preciso agilizar a presença reguladora do Estado contra o crime.

Ao citar o atual Código Penal Brasileiro, ele destaca que sua criação remete à uma época em que se privilegiavam os direitos humanos e que hoje é preciso um Estado mais preparado para uma “realidade que assusta”, referindo-se ao crime organizado, principalmente o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. “Temos que sair dessa zona de conforto com um aparato estatal de meios para igualar os interesses individuais aos coletivos”, pontua.

Segundo ele, vivemos uma “cleptodemocracia”, onde o egoísmo predomina em certos setores da sociedade e da ordem econômica. Nesse contexto, a população vive mergulhada em uma insegurança que, na sua opinião, é fruto de uma legislação desatualizada e das ações repressivas moderadas.

Ao final, Fausto de Sanctis faz um apelo aos jovens universitários. “Não se deixem influenciar pelas pressões e tentativas de cooptação, pois, num primeiro momento, isso pode até ter algum ganho, mas, a longo prazo não”.

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