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08/05/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista de beneficiários presa em Soure, no Marajó


Uma mulher acusada de aplicar golpes, na ilha do Marajó, no Pará, foi presa por policiais civis, da Superintendência Regional dos Campos do Marajó. A prisão foi realizada, em Soure, em decorrência da emissão de mandados judicias de busca e apreensão e de prisão preventiva para apurar crimes contra beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), do Ministério da Previdência. A coordenação da ação policial foi do delegado Felipe Schmidt, de Soure. A acusada é Nêmora Engelhard Silva Santos. O policial explica que desde setembro de 2008, a Polícia Civil investigava crimes cujas vítimas eram beneficiários do INSS. A maioria deles eram pessoas idosas. As investigações apontaram que as práticas criminosas são realizadas nos municípios de Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure, na ilha do Marajó, pela acusada. Ela, muitas das vezes, identificava-se como “Ana”.

As apurações revelaram ainda que a acusava mudava a forma de agir para aplicar o golpe. Em uma ocasião, ela se intitulou corretora de empréstimos consignados e informou às vítimas que era cadastrada em diversos bancos, entre os quais, BMG, Bonsucesso e GE. Assim, a mulher realizava empréstimos consignados para os idosos, sob alegação de que o valor acertado do seu benefício seria descontado em folha. A outros idosos, a acusada alegou que o empréstimo era além daquele solicitado ou que havia mais de um empréstimo. Em outras ocasiões, ela se passou por funcionária estadual e federal, de forma fraudulenta. Aos idosos, dizia que eles teriam direito a benefícios, como de saúde, e, assim, solicitava às vítimas alguns dados pessoais, como identidade, CPF e cartão de crédito. De posse dos documentos, Nêmora realizava empréstimos fraudulentos. Ela também chegava a sacar dinheiro do benefício com os cartões entregues de boa-fé.

Conforme as investigações, ainda há outras duas pessoas envolvidas no esquema criminoso, conhecidas por “Simone” e “Shirley”. Esta última é gerente de um escritório chamado “SOS, Auxílio Financeiro”. O delegado salienta que algumas vítimas teriam sido atendidas pelas duas suspeitas e teriam realizado empréstimos consignados, porém, após alguns meses, em vez de ser descontado apenas o empréstimo autorizado, outro empréstimo de origem desconhecido foi descontado em nome das vítimas. Diante das apurações, o delegado solicitou à Comarca Judiciária de Soure, a quebra de sigilo bancário, mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. As ordens judiciais foram autorizadas pela Justiça e cumpridas, no último dia 6, pela equipe formada pelo delegado Felipe junto com o investigador Sobral e o escrivão Altino.

Na casa de Nêmora, os policiais apreenderam documentos em nome de pessoas idosas, como carteiras de identidade, de trabalho, cartões de crédito, alguns com o número da senha e a quantia de R$ 600 dividida em notas de 100, 50 e 20 reais. Em depoimento, a acusada confessou que estava sob posse dos cartões de terceiros e que havia retirado valores do benefício de apenas uma pessoa. A mulher foi presa em flagrante e conduzida à Superintendência Regional dos Campos do Marajó, para ser autuada pelo crime de furto mediante fraude. Outros mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira, dia 7, pela equipe do delegado Felipe e investigadores Alves, Sobral, Clovis, escrivão Marcos e perito papiloscopista Valente. Os agentes apreenderam documentos e um computador com arquivos das vítimas. O equipamento foi enviado para perícia. Os policiais apreenderam documentos de vítimas no escritório da firma “SOS, Auxílio Financeiro” e na casa da gerente do escritório, conhecida por Shirley.

Segundo o delegado, existem aproximadamente mais de 10 inquéritos instaurados para apurar crime de estelionato e fraude contra a previdência contra as acusadas nos municípios do Marajó. Felipe Schmidt salienta que Nêmora foi reconhecida, ainda no dia 6, por uma das vítimas. Uma mulher denunciou que a acusada, em dezembro de 2008, teria ido a sua residência para falar com sua sogra sobre pendências do sogro que já havia morrido. Na oportunidade, a sogra solicitou ajuda à acusada, pois recebia a pensão no banco e a de seu filho, em outra agência. Como seu filho é menor, essa mulher é a responsável pelo benefício. Assim, Nemora se ofereceu para ajudar a mulher para que os valores fossem transferidos a um só banco. Para tanto, afirmou a acusada, a mulher teve de lhe repassar documentos e dados pessoais. A vítima descobriu depois que a acusada fez um saque de R$100. Assustada, a vítima procurou o delegado Felipe Schmidt e o informou sobre os fatos. (Ascom/PC)

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